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      Pequim e Washington têm “a obrigação” de gerir relação de modo responsável, diz Yellen

      Os Estados Unidos e a China têm “a obrigação” de gerir a sua relação de forma responsável, apesar dos “grandes desacordos” que existem entre ambos, afirmou ontem, em Pequim, a secretária do Tesouro norte-americana.

       

      “As duas nações têm a obrigação de gerir esta relação de forma responsável: encontrar uma forma de viverem juntas e partilharem a prosperidade global”, salientou Janet Yellen, no final de uma viagem de quatro dias à capital chinesa.

      A responsável destacou a “importância vital” dos contactos entre os dois países, frisando que os contactos mantidos com governantes chineses contribuíram para o avanço das relações entre a China e os EUA, colocando-as numa “base mais firme”. “Acreditamos que o mundo é suficientemente grande para que os nossos dois países possam prosperar”, declarou.

      Desde que chegou a Pequim, na quinta-feira da semana passada, Yellen foi recebida por vários responsáveis do Governo chinês, incluindo o primeiro-ministro, Li Qiang, em encontros nos quais defendeu mais intercâmbios e cooperação, apesar das divergências. “De um modo geral, penso que as minhas reuniões bilaterais, que duraram cerca de dez horas ao longo de dois dias, foram um passo em frente nos nossos esforços para colocar as relações entre os Estados Unidos e a China numa base mais firme”, considerou Yellen.

      Os EUA vão continuar a tomar “medidas específicas” para proteger a segurança do país, mas estas restrições comerciais não se destinam a “obter uma vantagem económica” sobre a China, garantiu a secretária, numa referência a imposição, nos últimos meses, de restrições norte-americanas no fornecimento de semicondutores.

      A China, que procura tornar-se autónoma neste domínio, considera que estas medidas se destinam a entravar o seu desenvolvimento e a manter a supremacia norte-americana.

      A secretária do Tesouro norte-americana defendeu também o diálogo directo com Pequim, em caso de preocupações sobre práticas económicas, num encontro com o vice-primeiro-ministro chinês, que lamentou incidentes imprevistos que tenham prejudicado o relacionamento.

      “Quando temos preocupações sobre práticas económicas específicas, devemos comunicá-las directamente e assim iremos fazer”, disse Janet Yellen durante uma reunião com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, no segundo dia da visita que realiza à China.

      Segundo a agência de notícias AFP, após o encontro He Lifeng lamentou que “incidentes imprevistos” tenham prejudicado o relacionamento sino-americano, referindo-se ao balão de espionagem chinês abatido por Washington, em espaço aéreo norte-americano, no início do ano. “O facto de, apesar das tensões recentes, termos alcançado um nível recorde de comércio em 2022 sugere que há amplo espaço para os nossos negócios se envolverem”, acrescentou a secretária do Tesouro norte-americana, em Diaoyutai, a ‘casa de hóspedes’ oficial do governo chinês em Pequim.

      A visita de Janet Yellen ocorre algumas semanas depois da do secretário de Estado, Antony Blinken, numa tentativa da administração de Joe Biden de restabelecer laços com Pequim, após três anos de isolamento quase total da China, devido à pandemia de covid-19.

      O encontro entre os presidentes Xi Jinping e Joe Biden, em Bali, na Indonésia, em Novembro, permitiu forjar “consensos importantes”, lembrou o vice-primeiro-ministro chinês, mas “infelizmente, devido a incidentes imprevistos como o do balão, houve alguns problemas na implementação do consenso alcançado pelos dois chefes de Estado”, lamentou.

      Yellen enfatizou também a luta contra as alterações climáticas, uma área-chave de cooperação para Washington, apesar das tensas relações com a China. “Como somos os dois maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo e os maiores investidores em energia renovável, temos a responsabilidade conjunta – e a capacidade – de liderar o caminho”, disse Yellen, defendendo que “a cooperação entre os Estados Unidos e a China no financiamento da luta contra as alterações climáticas é essencial”.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau