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      Concurso público e adjudicação das obras da nova Biblioteca Central só no próximo ano

      As autoridades vão iniciar o concurso público e adjudicar as obras da nova Biblioteca Central no próximo ano, sendo que a sua construção arrancará ao mesmo tempo com as obras de reordenamento da Piscina Estoril. Revelando que está na fase de avaliação do projecto base da biblioteca, o Instituto Cultural confirmou que a instalação não vai ter um parque de estacionamento, devido ao custo e espaço de construção. Por outro lado, o organismo disse que durante meio ano de funcionamento do Centro de Monitorização do Património Mundial de Macau não foi encontrada qualquer anormalidade nos dados de análise.

       

      O Instituto Cultural (IC) revelou que o concurso público para as obras da nova Biblioteca Central vai ser iniciado no próximo ano, e pretende concluir a adjudicação do projecto também dentro do ano. Sem estimativa em relação aoorçamento para já, o organismo afirmou que terminou o estudo prévio do projecto e está a avaliar o projecto base da biblioteca, e que o projecto de execução vai ser divulgado mais tarde.

      A informação foi adiantada na reunião ordinária do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central de quarta-feira, onde os membros do Conselho mostraram-se atentos ao andamento da construção da nova Biblioteca Central no Tap Seac, bem como das instalações complementares do complexo no futuro.

      À margem da reunião, citado pelo membro Au Weng Hei, o Chefe do Departamento de Património Cultural do IC, Choi KinLong, avançou que a nova biblioteca não vai ser equipada com parque de estacionamento. “Após avaliação, o IC acredita que nas imediações da biblioteca já foram criados autosilos e lugares de estacionamento, e tendo em conta o custo elevado de construção e a área do terreno, decidiu não instalar um parque de estacionamento no complexo da biblioteca”, disse.

      Choi Kin Long indicou ainda que as obras de reordenamento da Piscina Estoril vão ser “sincronizadas” com as da construção da nova Biblioteca Central de Macau, de forma a “reduzir o tempo de encerramento da piscina” e “minimizar o impacto causado aos residentes”.

      O Instituto do Desporto tinha revelado anteriormente que vai iniciar a remodelação e a optimização da Piscina Estoril, que actualmente se encontra na fase de elaboração da planta. Recorde-se que a Piscina Estoril, que apresenta uma arquitectura portuguesa eclética, foi inaugurada em 1952 e foi a primeira piscina pública no território. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, tinha prometido há dois anos que não iria acrescentar novos edifícios cobertos para desenvolver uma piscina coberta, o que iria bloquear a visão da nova Biblioteca Central.

      Segundo o Jornal Chengpou, de acordo com a apresentação feita na reunião pelo IC, o novo mapa da Biblioteca Central no Tap Seac terá ainda uma cafeteria e um espaço de restauração para lanche, que se situam no rés-do-chão, uma zona de leitura, uma zona de leitura para crianças e adolescentes, zona de exposições e espaços para lançamento de novos livros, bem como salas de estudo, salas de culinária, estúdios de carpintaria e sala de impressão 3D.

      A nova biblioteca vai adoptar um sistema inteligente e também vão ser introduzidas tecnologias de Realidade Virtual e Realidade Artificial, e o público pode emprestar livros por meio de aplicação no telemóvel e devolver livros nas máquinas.

      Por outro lado, no que diz respeito ao Centro de Monitorização do Património Mundial de Macau, que se inaugurou no final do ano passado, o IC apontou que não foram detectadas anormalidades durante o seu funcionamento até agora, apesar do aumento significativo de visitantes.

      Existem de momento mais de cem instrumentos de monitorização em 22 imóveis, oito praças e 72 ruas localizados no Centro Histórico de Macau, cujos dados recolhidos são transmitidos em tempo real através de um método de transmissão especial, que possui um certo grau de segurança, para as autoridades competentes. Os dados são geridos de inclinómetros, medidores de fenda, instrumentos de monitoramento de deformações e sensores de fluxo de pessoas.

      O IC disse ter um plano para expandir o escopo de monitorização do sistema no futuro, ou seja, além de focar nos 22 imóveis e nas suas imediações, vai considerar passar a monitorar ainda outros bens imóveis de protecção, incluindo as propriedades privadas.

      As autoridades pretendem criar também um fundo especial para facilitar aos proprietários tomar a iniciativa de restauração dos bens imóveis classificados sob solicitação de financiamento.