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      InícioSociedadeAutoridades reforçam medidas para prevenir casos de troca ilegal de dinheiro

      Autoridades reforçam medidas para prevenir casos de troca ilegal de dinheiro

      O Gabinete do Secretário para a Segurança assegura que as autoridades policiais estão atentas ao número crescente de casos de troca ilegal de dinheiro. Em resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei, o gabinete de Wong Sio Chak diz que estão a ser reforçadas as medidas para prevenir estas situações.

      Numa interpelação escrita, Ella Lei tinha alertado para o número crescente de casos de troca ilegal de dinheiro que, segundo a deputada, têm motivado homicídios e outros crimes graves na região. Na resposta, o Governo garante que está a acompanhar a situação.

      Para prevenir e reprimir as actividades de troca ilegal de dinheiro, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), entre Janeiro e Abril deste ano, desencadeou 186 operações de combate nas zonas periféricas dos casinos, assinala o Gabinete do Secretário para a Segurança, acrescentando que, desde meados de Dezembro de 2022, a Polícia Judiciária (PJ) tem vindo a aumentar os grupos de rusgas de quatro para seis, “por forma a desenvolver as acções policiais com maior frequência e especificidade”.

      Segundo os dados recentemente revelados nas estatísticas da criminalidade referentes aos primeiros três meses deste ano, no primeiro trimestre foram interceptados pela polícia 3.655 indivíduos envolvidos em burlas de troca de dinheiro, o que corresponde a um aumento de 78,4% em comparação com os 2.049 indivíduos interceptados no período homólogo do ano transacto. “Acredita-se que tal aumento esteja intrinsecamente associado ao abrandamento da epidemia, ao levantamento das restrições nas fronteiras e à recuperação do sector do jogo”, assinala a resposta do gabinete de Wong Sio Chak.

      “A polícia tem-se mantido atenta e avalia de forma contínua os impactos causados na segurança pelas actividades de troca ilegal de dinheiro, intensificando o combate e a frequência das acções de combate”, lê-se na resposta do Governo.

      Além disso, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) e a PJ estabeleceram um mecanismo de cooperação e, conforme as respectivas competências, colaboram para combater as entidades envolvidas simultaneamente em crimes e actividades financeiras ilegais: “Sempre que se verifique que alguém está envolvido na prática destas actividades, a AMCM desencadeia, imediatamente, a investigação e quando reunir provas suficientes é instaurado o processo contra a entidade que violou a lei, de modo a proteger a ordem do sistema financeiro de Macau”.

      Ainda sobre os crimes que ocorreram na sequência de actividades de troca ilegal de dinheiro nos casinos e na sua periferia, o gabinete de Wong Sio Chak diz que no final de Maio teve uma reunião com os representantes da AMCM, na qual falou sobre estas situações, tendo ambas as partes concordado em colaborar no sentido de aumentar os custos operacionais destas actividades e assim diminuir o respectivo espaço de sobrevivência.

      Na interpelação, Ella Lei alertou também para o aumento dos casos de imigração ilegal e de excesso de permanência. “A polícia, através de patrulhas rotineiras, de operações policiais diversas, do mecanismo de ligação de policiamento comunitário e do mecanismo de ligação policial no sector hoteleiro, tem intensificado continuadamente o combate à entrada ilegal de pessoas e ao excesso de permanência na RAEM”, destaca a resposta, lembrando que, entre Janeiro e Abril, o CPSP deteve 18 indivíduos que entraram ilegalmente em Macau e detectou 4.713 que estavam na situação de excesso de permanência.

      Outra das questões da deputada tinha a ver com o combate à prestação ilegal de alojamento. Neste âmbito, o Gabinete do Secretário para a Segurança recorda que o CPSP realiza acções de sensibilização sobre a prevenção criminal nas redes sociais e em softwares, e recolhe informações com recurso a vários canais, tais como denúncias do público, controlos nas plataformas de rede e através do mecanismo de ligação de policiamento comunitário, e após a investigação comunica à Direcção dos Serviços de Turismo para acompanhamento, informações sobre as fracções suspeitas de serem utilizadas para a prestação ilegal de alojamento.