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      InícioSociedadeDoutorando da UM quis subornar orientador com maço de notas

      Doutorando da UM quis subornar orientador com maço de notas

      O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) deu conta de um caso em que um aluno de doutoramento da Universidade de Macau (UM) é suspeito da prática do crime de corrupção activa. Segundo as autoridades, o doutorando quis subornar o orientadorno sentido de aceitar a sua dissertação, deixando um maço de notas na sua caixa de correio. Além disso, esta não foi a primeira vez que este aluno tentou subornar o professor. O aluno arrisca agora uma pena que pode ir até três anos de prisão.

      O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) deu ontem conta de um caso suspeito de corrupção activa na Universidade de Macau (UM). O organismo que tem como competência investigar actos de corrupção e crimes conexos de fraude começou a investigar a situação depois de ter recebido uma denúncia identificada apresentada por um professor da UM, na qual referia que um aluno seu de doutoramento tentou suborná-lo para obter a aprovação da proposta de dissertação que tinha de entregar antes da elaboração da tese, procurando garantir assim a conclusão do curso com sucesso.

      Após investigação, o CCAC verificou que o doutorando em causa, proveniente do interior da China, depois de ser admitido pela Faculdade de Direito da UM, não conseguiu apresentar, a tempo, uma proposta de dissertação que satisfizesse as exigências académicas do professor orientador e, de acordo com as regras daquela instituição de ensino superior, se os estudantes não concluírem a proposta de dissertação antes do termo do terceiro ano de frequência do curso, serão expulsos pela faculdade.

      Antes do termo do prazo, o professor orientador descobriu, na sua caixa de correio pessoal, que um livro que tinha oferecido ao doutorando continha um envelope vermelho com um maço de dinheiro. Segundo o CCAC, este professor orientador contactou, de imediato, o pessoal administrativo da UM para se reunir com o doutorando, tendo este admitido que se tratava do dinheiro que pretendia dar ao professor orientador.

      Aliás, o CCAC conta que este aluno de doutoramento, depois de ser admitido na UM, tinha já tentado oferecer, no passado, ao professor orientador em causa alguns milhares de patacas em cupões de compras, tendo sido então severamente advertido e a oferta rejeitada.

      Assim, o CCAC conclui que o referido doutorando é suspeito da prática do crime de corrupção activa previsto no Código Penal, tendo o caso sido encaminhado para o Ministério Público para os devidos efeitos.

      Segundo o Código Penal de Macau, o crime de corrupção activa é punido com uma pena de prisão que pode ir até três anos ou com uma pena de multa.