Edição do dia

Terça-feira, 25 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva moderada
34.3 ° C
34.3 °
34.3 °
77 %
6.1kmh
90 %
Ter
34 °
Qua
30 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioUncategorizedNovas habitações públicas vão ter espaço para recolha de resíduos alimentares

      Novas habitações públicas vão ter espaço para recolha de resíduos alimentares

      A reciclagem de resíduos alimentares em complexos residenciais vai pouco a pouco avançando, com o director da DSPA Raymond Tam a avançar que sempre que forem construídos novos edifícios públicos, será criada uma zona para a recolha, e que já estão em curso negociações com administradores e proprietários de prédios privados para quem quer aderir à iniciativa.

      Há muito que se fala de instalar equipamentos para reciclagem de resíduos alimentares em edifícios residenciais, mas ainda não se viu aplicação concreta da iniciativa várias vezes anunciada pelas autoridades da RAEM. O deputado NickLei, da Aliança de Povo de Instituição de Macau, indagou o Governo sob o ponto da situação, recordando que estava em curso a criação de um projecto-piloto de recolha de resíduos alimentares em grandes complexos residenciais, “mas que dependeria da vontade das empresas de administração e das assembleias de condóminos”.

      Em resposta à interpelação escrita do deputado, Raymond Tam, director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), garantiu que, em primeiro lugar, já se deu início à recolha de resíduos alimentares nos centros ambientais Alegria “que abrangem os complexos de habitação pública existentes”, mas que, de qualquer modo, a DSPA já avançou com duas iniciativas: a construção de espaços para recolha de resíduos alimentares em novas habitações públicas, e a prossecução de negociações com as administrações de edifícios privados.  Como esclareceu Raymond Tam, por um lado, “os serviços responsáveis pelas obras irão reservar espaços nas novas habitações públicas que reúnam condições para a recolha de resíduos alimentares”, e por outro, “a DSPA irá continuar a manter o contacto com as empresas de administração de edifícios privados, ou com os proprietários de edifícios que estejam interessados em participar na reciclagem de resíduos alimentares, para encontrar uma forma adequada de proceder à respectiva recolha”.

      Nick Lei relembrou ainda que havia um plano de apoio financeiro que há um ano ficou suspenso por decisão do Governo, que na altura considerou que “dado o estado actual da economia e o ambiente social da RAEM, é necessário considerar completamente, e optimizar o respectivo plano de apoio financeiro”.

      O apoio inicialmente planeado em 2007 estava destinado a instituições que quisessem adquirir e instalar máquinas de tratamento de resíduos alimentares no local, algo que o deputado acredita ser “o método mais conveniente”.  Respondendo às dúvidas levantadas, Raymond Tam explicou ao deputado que graças “à promoção impulsionada pelo Governo”, já várias instituições criaram as suas próprias instalações, e que de momento “mais de 200 hotéis de pequena e média dimensão participaram na recolha de resíduos alimentares”, e que como tal, tendo em conta a actual evolução da situação, não há neste momento qualquer intenção do Governo de lançar o plano de apoio financeiro mencionado.

      Outra situação que o deputado da Aliança de Povo de Instituição de Macau questionou foi a do estado e viabilidade da máquina de recolha do centro ambiental Alegria em Mong-Ha. Após um ano da sua instalação, como está a avaliação do desempenho desta máquina, que foi concebida para ser experimental? “Quais os resultados alcançados?, perguntou, ao que o representante da DSPA confirmou que os resultados são positivos, com mais de 1.300 utilizações, “pelo que a mesma vai ser mantida em funcionamento”.

      O deputado perguntou ainda se existem planos para que outras máquinas idênticas sejam instaladas nos outros centros ambientais e noutros locais, e Raymond Tam disse que caso haja locais adequados, após avaliação, estas possivelmente serão instaladas, mas que estas informações apenas serão divulgadas em tempo oportuno.

      No ano passado foram recolhidas quase 500 toneladas de resíduos alimentares, um valor que tem vindo a crescer de forma constante nos últimos três anos. Quanto à recolha de lixo alimentar doméstico, há dois anos que as autoridades lançaram a recolha nos centros ambientais Alegria, conseguindo recolher 19.176 quilos em dois anos.