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      Lei Wai Wong vê Macau como janela para parcerias entre a China e o estrangeiro

      A conferência “World Cities Branding” contou na suaedição de estreia com discursos de abertura de Lei Wai Wong e Pansy Ho. Ambos exaltam o papel central de Macau como ponte entre a China e o palco internacional, recordando que o evento é uma excelente oportunidade para várias parcerias, e para a promoção de marcas chinesas no estrangeiro.

      Arrancou ontem a primeira edição da Conferência “World Cities Branding”, um evento internacional no MGM Cotai que durante dois dias junta peritos, académicos, representantes de governos e da indústria do turismo de todo o mundo. Estes vieram a Macau para discutir temas em torno das cidades do mundo e suas potencialidades como ‘marca’, desde a cultura de cidade, à comunicação de turismo, e desenvolvimento urbano sustentável.

      Ontem, na abertura da conferência, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Wong, recordou no seu discursoque Macau é um ponto estratégico singular e que é um local ideal para iniciar o diálogo entre cidades chinesas e estrangeiras. Para além de ser uma das cidades centrais da Grande Baía, “Macau é um centro mundial de turismo e lazer, e uma plataforma de cooperação comercial e de serviços entre a China e os países de língua portuguesa” destacou, uma série de vantagens que são “únicas”. Afirmando que a realização da conferência “é uma forma de capitalizar esta vantagem”, Lei Wai Wong referiu que o evento é um “passo importante para aprofundar o MICE Experience Tour de Macau”, e que a realização do mesmo “é propícia à concretização de várias agendas”.

      Salientando que a área da Grande Baía de Guangdong, Hong Kong e Macau “é um dos clusters de cidade de classe mundial mais abertos da China”, o secretário referiu que esta zona é também “um campo de testes para cultivar um novo modelo de desenvolvimento de cidades mundiais”.

      A cidade de Macau cumpre duas funções, elaborou o representante do Governo, já que, por um lado, a RAEM “pode trazer a experiência mundial em matéria de marcas de cidade para a área da Grande Baía e, através da inovação e da transformação, fornecer casos exemplares para impulsionar o desenvolvimento de marcas de cidade no continente”, ao mesmo tempo que consegue “servir como uma janela”.

      A RAEM, lembrou, pode beneficiar outras cidades chinesas mostrando e divulgando “a cultura distintiva destas cidades ao mundo através do aprofundamento da cooperação com as cidades do continente, atraindo a atenção global e acelerando o desenvolvimento das marcas chinesas na cena mundial”.

      Destacando que é “com o forte apoio do Governo Central” que Macau continua a reforçar esta função de ponte entre cidades estrangeiras e chinesas, o secretário deu como exemplos desta “bidireccionalidade” a zona de Hengqin ou a realização do Fórum Mundial da Economia do Turismo há vários anos, “elevando constantemente o seu perfil internacional”.

      O secretário para a Economia e Finanças fez ainda votos para que “mais cidades chinesas e estrangeiras e especialistas em ‘branding’ se reúnam em Macau no futuro para tirar partido do desenvolvimento de Macau”.

      Também presente na cerimónia de abertura no MGM Cotai, Pansy Ho, presidente do Centro de Investigação da Economia do Turismo Mundial, manifestou a esperança de que, através da oportunidade desta conferência, Macau se torne uma ponte, divulgando as marcas do interior da China no palco internacional. A responsável acredita que o papel de Macau como centro mundial de turismo e lazer e como plataforma de serviços para a cooperação empresarial sino-portuguesa tornar-se-á ainda mais proeminente e proporcionará uma oportunidade única para a indústria ser um bom porta-voz internacional das marcas chinesas.