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      Novo MNE timorense quer fortalecer diplomacia económica e concretizar adesão à ASEAN

       

      O novo ministro dos Negócios Estrangeiros timorense disse que vai reorganizar a estrutura interna do Ministério, reforçar quadros e aposta na promoção activa da diplomacia económica para atrair investimento ao país.

       

      Na sua primeira entrevista depois de tomar posse, Bendito Freitas disse à agência Lusa que é igualmente essencial implementar o roteiro de adesão à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), com uma forte coordenação interministerial.

      “A diplomacia económica é fundamental. Temos de trazer investidores para o país, para acelerar as mudanças, os investimentos, para produzir mais rendimentos, criar empregos e acelerar o crescimento económico no país”, afirmou à Lusa à margem da cerimónia de tomada de posse dos 47 membros do IX Governo. “Vamos trabalhar em parcerias com as organizações internacionais, com países amigos, com todos, para apoiar no sector do investimento que é fundamental. A economia é fulcral, e é também um elemento-chave da nossa adesão à ASEAN”, considerou.

      Freitas, que foi chefe da Casa Civil do Presidente da República, vincou que numa fase inicial é preciso fazer “um ponto da situação da política de relações exteriores”, avaliar a sua possível revisão, rever documentos estratégicos e comunicar com a equipa técnica para definir prioridades.

      “O mundo está num desenvolvimento muito acelerado e com circunstâncias muito excecionais e acontecimentos inesperados que exigem acções imediatas. Vamos redefinir e ver as políticas, não apenas nas relações internacionais, mas ver por dentro, uma reorganização da estrutura, para colocar pessoas certas nos lugares certos, para podermos ter uma representação de mais qualidade no campo das relações”, explicou.

      O chefe da diplomacia timorense referiu-se igualmente aos “grandes desafios” do processo de adesão à ASEAN, vincando a necessidade de desenvolver os pilares centrais da adesão, ao nível da economia, social e cultural, e da política.

      Positivo, sublinhou, o facto de ter tomado posse uma vice-ministra dos Negócios Estrangeiros que vai trabalhar em particular na ASEAN, recordando que seria útil ter o tema sob alçada do primeiro-ministro, para “ter uma cooperação mais integrada entre todos os ministérios” e assim permitir “responder de forma imediata e séria às necessidades para esta adesão”.

      Tanto o Presidente da República como o novo primeiro-ministro se referiram à questão da adesão nos seus discursos oficiais, ainda que com diferenças na análise temporal sobre o processo. “Todo o esforço deve ser feito para que a adesão formal de Timor-Leste à ASEAN seja celebrada durante a Presidência da Indonésia, isto é, em 2023”, considerou Ramos-Horta.

      Xanana Gusmão, por seu lado, mostrou-se menos otimista, afirmando que o país não se preparou suficientemente para ser membro pleno da organização, pelo que vai recomendar um estudo “aprofundado quanto à capacidade de participação, sobretudo em áreas que mais afetam essa inclusão de Timor-Leste”.

      Em jeito de despedida do seu anterior cargo, Bendito Freitas considerou “um momento muito gratificante e uma experiência singular” trabalhar sob a liderança do Presidente da República, “uma pessoa altamente reconhecida”, agradecendo “de coração” a oportunidade de “aprender muitas coisas com o chefe de Estado”.

      Freitas foi um de vários membros da equipa de José Ramos-Horta que saiu da Presidência da República para integrar o executivo liderado por Xanana Gusmão. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau