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      Macau vai acolher exposições artísticas de mais de cem artistas locais e internacionais até Outubro

      Mais de cem artistas e equipas de curadoria de Macau e internacionais vão marcar presença no evento Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau deste ano, com exposições artísticas que estarão patentes ao público em diversas zonas da cidade entre Julho e Outubro. As equipas participantes deste ano vêm de mais de 20 países e regiões da Ásia, África, América do Sul e Europa, incluindo artistas portugueses. Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural, disse querer transformar Macau numa plataforma internacional de intercâmbio artístico através do evento.

      A edição deste ano do “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau” vai colocar toda a cidade de Macau como um pavilhão de exposições artísticas durante quatro meses de Julho a Outubro. Além da colaboração do Governo e de empresas, incluindo as seis concessionárias de jogo, o evento cultural vai contar com a participação de mais de cem artistas e equipas de curadoria locais e de mais de 20 países e regiões.

      Segundo a apresentação proferida por Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural (IC), à margem da reunião plenária de ontem do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural, o organismo realizou um concurso aberto para propostas de exposição no âmbito do Projecto de Curadoria Local, e a iniciativa este ano também vai reunir artistas de vários locais do exterior, sendo um “evento cultural e artístico de grande escala e de nível internacional”.

      “Vamos ter artistas e equipas de curadoria do interior da China, da Ásia, da África, da Europa, e também da América do Sul. Este ano também temos exposições de artistas portugueses”, revelou Leong Wai Man, acrescentando que só serão anunciadas mais tarde informações detalhadas sobre o evento.

      Este ano será a terceira edição do evento “Arte Macau”, depois das edições em 2019 e 2021. Tendo como tema “A Estatística da Fortuna”, o projecto vai “lançar uma jornada de exploração estética em grande escala da ciência e religião”.

      Nesse sentido, Leong Wai Man adiantou que as exposições vão ter lugar em todas as zonas de Macau, com uma divisão em oito sessões, incluindo Exposição Principal, Exposição de Arte Pública, Pavilhão da Cidade, Exposição Especial, Exposição de Artistas Locais por Convite, Projecto de Curadoria Local, Exposição de Arte de instituições de ensino superior e Exposição Colateral.

      As autoridades, através das exposições artísticas, pretendem construir as bases para a construção cultural de Macau e o desenvolvimento das indústrias criativas, ajudar na promoção do desenvolvimento da diversificação da indústria da arte, bem como transformar Macau numa “plataforma internacional de intercâmbio artístico através da reunião das forças culturais”.

      Na ocasião, Ieng Weng Fat, membro do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural, disse que os membros “ficam muito contentes” por ter a participação dos artistas do exterior este ano, o que vai ajudar a aumentar a influência do evento, quer doméstica, quer no estrangeiro.

      O membro do conselho espera que o Governo reforce a promoção da iniciativa junto dos residentes e dos turistas que visitam Macau nesse período, por meio de publicidades nos transportes públicos e nos postos fronteiriços.

      Esteve na agenda da reunião de ontem também a apresentação do Centro Cultural de Macau Teatro-Estúdio, ou seja, o Teatro Caixa Preta, cuja inauguração está prevista para a primeira quinzena de Julho. As instalações vão substituir o Teatro Caixa Preta do Edifício do Antigo Tribunal para serem arrendadas para eventos de actuação realizados pelos grupos artísticos. Para já, um espectáculo está programado para o novo Teatro-Estúdio.

      “O Governo da RAEM tem vindo a criar um bom ambiente para os jovens trabalhadores culturais de Macau, proporcionando-lhes espaços de formação e de apresentação bem equipados, e promovendo o desenvolvimento das artes performativas e culturais dos jovens”, salientou Leong Wai Man, esperando que as instalações possam dar um melhor ambiente de produção para teatros experimentais e mais oportunidades de ensaio.

      Recorde-se que o Teatro-Estúdio possui dois estúdios que têm uma capacidade máxima para cerca de 140 e 160 espectadores, respectivamente, e o palco pode ser alterado de acordo com as necessidades dos espectáculos, podendo a plateia ser adaptada à cenografia dos mesmos.