Edição do dia

Terça-feira, 25 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva moderada
34.3 ° C
34.3 °
34.3 °
77 %
6.1kmh
90 %
Ter
34 °
Qua
30 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioLusofoniaJuiz relator vota pela inelegibilidade por oito anos de Jair Bolsonaro

      Juiz relator vota pela inelegibilidade por oito anos de Jair Bolsonaro

      O juiz do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil e relator da acção contra Jair Bolsonaro votou pela inelegibilidade do ex-presidente brasileiro para os próximos oito anos. Benedito Gonçalves, num discurso com palavras fortes, considerou que Jair Bolsonaro cometeu abuso de poder e político e uso indevido dos meios de comunicação. O juiz ilibou Walter Braga Netto, candidato de Bolsonaro a vice-presidente. O julgamento será concluído hoje. “Não é possível fechar os olhos para os efeitos antidemocráticos de discursos violentos e de mentiras que colocam em xeque a credibilidade da justiça eleitoral”, frisou.

      Jair Bolsonaro, disse o juiz, procurou o “descrédito internacional” e proferiu “mentiras atrozes” sobre o processo eleitoral brasileiro, mesmo após perder as eleições de outubro para Lula da Silva “a fim de manter as suas bases políticas mobilizadas”.

      No segundo dia de julgamento, no TSE, em Brasília, Benedito Gonçalves considerou que Bolsonaro cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião que o então chefe de Estado brasileiro organizou, em plena campanha eleitoral, com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, casa oficial do Presidente em Brasília, em 18 de Julho de 2022.

      Nesta reunião, que foi transmitida pela televisão estatal TV Brasil e nas redes sociais, o então Presidente lançou vários ataques infundados sobre a fiabilidade do processo eleitoral e, mais precisamente, das urnas eletrónicas, utilizadas desde 1996 e validadas por vários organismos internacionais, e as mesmas que o elegeram para vários mandatos enquanto deputado federal e para Presidente.

      Bolsonaro, perante cerca de 40 embaixadores de vários países, incluindo o português, disse, sem fundamentar, que o sistema poderia ser alvo de fraude e não seria auditável, insinuou que era uma empresa a contar os votos e não o TSE e afirmou ainda, sem apresentar quaisquer provas, que um ‘hacker’ tinha tido acesso “a tudo dentro do TSE”. “A reunião teve finalidade eleitoral, mirando influenciar o eleitorado e a opinião pública nacional e internacional com uso da estrutura pública e das prerrogativas do cargo de presidente da República”, frisou o juiz relator.

      O juiz rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro para que fosse retirada do processo a chamada ‘minuta golpista’, um decreto que teria como objetivo reverter o resultado das eleições promovendo uma intervenção no tribunal eleitoral que foi encontrado em casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres durante uma operação por suposto conluio durante os ataques de seguidores de Bolsonaro aos três poderes na Esplanada dos Ministérios, em 08 de janeiro deste ano. Este decreto é “golpismo em sua essência”, definiu assim o juiz.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau