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      InícioPolíticaGoverno quer proibir sondagens eleitorais para não “influenciar intenção de voto”

      Governo quer proibir sondagens eleitorais para não “influenciar intenção de voto”

       

      As autoridades de Macau reiteraram ontem a necessidade de criminalizar toda e qualquer sondagem, para não “influenciar a intenção de voto”, numa revisão da lei eleitoral proposta pelo Governo atualmente em consulta pública.

      Durante uma sessão de consulta pública, a directora dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ), Leong Weng In, defendeu que a divulgação de resultados de sondagens pode “influenciar a intenção de voto e afectar as eleições”.

      A actual lei eleitoral já proíbe a divulgação de resultados de inquéritos de opinião pública sobre os candidatos a chefe do Governo e deputados, desde o início da campanha eleitoral até ao dia após a votação. Mas, lembrou Leong, a lei apenas permite punir meios de comunicação e empresas de publicidade e de sondagens, não abrangendo a divulgação de sondagens por indivíduos “e outras organizações”.

      A directora da DSAJ explicou que a revisão eleitoral pretende punir “qualquer pessoa e entidade que divulgar ou promover a divulgação” dos resultados de inquéritos de opinião pública, nomeadamente através da Internet.

      O secretário para a Administração e Justiça, André Cheong Weng Chon, advertiu que “os cidadãos têm de ter cuidado”, porque “a Internet não é um local fora da lei”, e lembrou que a lei permite a realização de sondagens, mas não a divulgação dos resultados.

      O membro do Conselho Consultivo do Trânsito, Wong Man Pan, defendeu que a multa máxima prevista na actual lei, 100 mil patacas, “não é suficiente e devia ser mais alta, porque não tem um efeito dissuasor”. Todas as 12 pessoas que pediram a palavra na sessão de ontem leram declarações escritas em que expressaram “total concordância” com a revisão, sendo que todas usaram a expressão “Macau governado por patriotas”.

      Em 2014, três associações pró-democracia de Macau organizaram um inquérito de opinião pública sobre a introdução do sufrágio universal para eleger o líder do Governo, que é nomeado por um colégio eleitoral com 400 membros.

      O chamado “referendo civil” foi considerado ilegal pelas autoridades e a Polícia Judiciária de Macau deteve, por algumas horas, dois dos organizadores e três voluntários, sendo que nenhum deles acabou por ser acusado de qualquer crime.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau