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        Aeroporto preparado para retomar serviços de transporte intermodal marítimo, terrestre e aéreo  

       

      A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) está a preparar-se para voltar a prestar os serviços de transporte intermodal de ligação marítima, terrestre e aérea, de forma a optimizar a rede de deslocação de Macau para residentes e turistas. Em resposta a uma interpelação escrita, a Autoridade de Aviação Civil revelou ainda que planeia criar um centro de serviços de ‘check-in’ na Ponte do Delta e a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água disse que a capacidade de transporte marítimo para passageiros já aumentou o dobro face ao início do ano.

       

      De acordo com a Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM), a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM, na sigla inglesa) está pronta para retomar os serviços de transporte intermodal de ligação marítima, terrestre e aérea, que tinham sido suspensos nos últimos três anos devido à pandemia. A concessionária do aeroporto está, neste momento, a avançar com os trabalhos preparatórios e de coordenação com os serviços públicos competentes e as respectivas operadoras, para que os serviços possam voltar a ser disponibilizados o mais rápido possível.

      O organismo sublinhou ainda que está a ser preparada a construção de um centro de serviços de ‘check-in’ na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, “a fim de atrair mais passageiros a se deslocarem através do Aeroporto de Macau, e tendo em vista uma maior integração no desenvolvimento da Grande Baía”.

      Após a inauguração do Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa em 2017, bem como da Ponte Delta em 2018, o Governo anunciou em 2020 que ia realizar a expansão do Aeroporto de Macau, devido ao crescimento significativo de passageiros nos anos anteriores.

      Segundo o planeamento do Executivo nessa altura, uma parte do Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa será convertida no segundo terminal do Aeroporto Internacional de Macau. O objectivo era desviar o volume de passageiros do actual aeroporto, mas também transformar o Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa num eixo de “transporte tridimensional abrangente marítimo, terrestre e aéreo”, de forma a reforçar o serviço de transporte intermodal e deixando os passageiros isentos de passar por procedimentos de imigração e alfândega, podendo fazer transferência para voos ou barcos para outras cidades, nomeadamente na área da Grande Baía.

      Em resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei, acerca da recuperação transporte marítimo de passageiros e atracção de turistas estrangeiros, a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), ao mencionar o projecto de transformação de parte do Terminal Marítimo da Taipa e com a construção da quarta ponte Macau-Taipa em curso, assegura que vai coordenar os trabalhos de ligação entre o terminal marítimo e as outras instalações de transportes terrestre e aéreo.

      A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), por sua vez, enfatizou que vai melhorar o trânsito de ligação entre os diversos postos fronteiriços marítimos, terrestres e aéreos, reforçando também a ligação entre transporte ferroviário e as zonas circundantes, facilitando o transporte terrestre transfronteiriço dentro da Grande Baía.

      Relativamente aos serviços de ligação marítima entre Macau e Hong Kong, que foram muito prejudicados durante a Covid-19 com as restrições de entradas e saídas, a DSAMA revelou que a média diária de viagens de ida e volta nas respectivas companhias de navegação foi de cerca de 130 no mês passado, “representando um aumento de mais do dobro na capacidade de transporte de passageiros em comparação com o período inicial da retoma das ligações marítimas”, indicou.

      “As companhias de navegação vão, atendendo à procura durante as férias de Verão, considerar aumentar mais ainda as carreiras ou pontos de embarque, a fim de satisfazer as necessidades de deslocação dos residentes e turistas”, afirmou a DSAMA.

      Em resposta à pergunta da deputada Ell Lei sobre o desenvolvimento e o posicionamento funcional dos dois terminais marítimos, o organismo frisou que os dois terminais, além de proporcionarem aos passageiros opções diversificadas de deslocação por via marítima, também desempenham um papel complementar. “No caso de um dos terminais não poder prestar o serviço devido a incidente, o outro poderá escoar o tráfego, assegurando a ininterrupção da prestação dos serviços de transporte marítimo”, salientou.