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      InícioSociedadeAlvis Lo refuta escassez de profissionais médicos em Macau  

      Alvis Lo refuta escassez de profissionais médicos em Macau  

      Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, considera que o número de profissionais médicos em Macau é suficiente, mesmo que haja uma eventual perda de recursos humanos depois de os médicos de Macau poderem trabalhar em Hengqin, sob a nova medida das autoridades chinesas. O responsável salientou que muitos jovens locais estão interessados nas áreas de saúde e há cada vez mais licenciados que se dedicam ao sector.

       

      A equipa de profissionais médicos em Macau está cada vez maior e, portanto, não há falta de médicos no território, garantiu Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde (SSM). Afastando a possibilidade de pressão de recursos humanos no sector de cuidado de saúde depois da entrada em vigor da nova medida para os médicos locais poderem trabalhar em Hengqin, o responsável garantiu haver complemento oportuno de pessoal no sector.

      “Quanto ao número de trabalhadores do sector médico, na verdade, a profissão é muito popular em Macau, e a percentagem de alunos graduados da escola secundária que estão interessados em estudar nas áreas de saúde e pretendem inscrever-se nos cursos relevantes não é baixa”, realçou o director. “Nos próximos anos, vamos registar um número bastante grande de recém-licenciados na área da saúde e que têm potencial para se tornarem médicos no futuro”, afirmou Alvis Lo, garantindo que o número total de médicos “é suficiente”.

      Alvis Lo, neste caso, acredita que a nova medida das autoridades de Hengqin não vai causar grande impacto no sector de serviços médicos em Macau em termos de problemas de mão-de-obra, mas vai possibilitar mais desenvolvimento dos profissionais.

      Recorde-se que o Governo chinês aprovou recentemente mais regulamentos para permitir o exercício da actividade dos profissionais de saúde de Macau em Hengqin. Quem tenha dois anos de experiência no território pode prestar serviços médicos na Ilha da Montanha, a partir de 1 de Agosto, sem necessidade de se submeter ao exame de qualificação nacional.

      A medida é destinada a profissionais médicos de 15 áreas de especialidades, incluindo médico, dentista, médico de medicina tradicional chinesa, farmacêutico, farmacêutico de medicina tradicional chinesa, enfermeiro, técnico de análises clínicas, técnico de radiologia, quiroprático, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, terapeuta da fala, psicólogo, dietistas e ajudante técnico de farmácia.

      “É uma política favorável concedida do País que permite aos profissionais médicos de Macau trabalhar em Hengqin, sem que tenham de se submeter a exames. Considero também que é uma ampliação do leque de oportunidades que contribui para o desenvolvimento do sector”, frisou Alvis Lo, em declarações à Rádio Macau em língua chinesa.

      Tendo em conta a proximidade geográfica entre Macau e a Ilha da Montanha, o responsável disse que, com a nova medida, os médicos podem assim escolher o seu local de exercício de profissão, por exemplo, passar a trabalhar em Hengqin, de acordo com os seus interesses, necessidades e direcção de desenvolvimento profissionais. “O mais importante é que os médicos de Macau possam aproveitar para ter um melhor espaço de desenvolvimento da carreira, e elevar a sua capacidade e alargar o mercado”, assinalou.

      Alvis Lo acrescentou que o organismo já tinha começado há alguns anos a reforçar a formação de pessoal em resposta à construção do complexo do novo Hospital das Ilhas, tendo realizado formação de especialidade e palestras de serviços médicos, na esperança de atender à necessidade do volume de pessoal e melhorar a qualidade de serviços.

      Por outro lado, Alvis Lo revelou que os SSM estão a acompanhar o estreitamento à investigação e desenvolvimento no estrangeiro de vacinas contra a Covid-19 especificamente dirigidas à variante XBB, mostrando-se atento à sua comercialização e a considerar a introdução das respectivas vacinas em Macau, de acordo com os dados da segurança e eficácia.

      Destacou também que a actual vacina bivalente disponibilizada em Macau é eficaz contra a variante XBB que está em prevalência na região. O também médico de pneumologia revelou que o número diário médio da vacinação variou entre as 200 e as 300 doses nos últimos dias, das quais 75% são vacinas bivalentes.

      Alvis Lo disse que Macau tem stock suficiente de vacinas bivalentes, com mais de 30 mil doses, apelando para a vacinação para quem ainda não tenha sido administrado dose de reforço da vacina.