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      InícioGrande ChinaAlemanha acolhe chefe de Governo da China num teste às relações bilaterais

      Alemanha acolhe chefe de Governo da China num teste às relações bilaterais

      O chefe de Estado alemão, Frank-Walter Steinmeier, recebeu na segunda-feira o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, que faz a sua primeira viagem ao estrangeiro, num teste às relações entre Berlim e Pequim, marcadas por crescente rivalidade.

      Durante o encontro, o Presidente alemão reconheceu que a cooperação entre os dois países “continua importante, mas mudou nos últimos anos”, de acordo com um comunicado do seu gabinete. “A China é parceira da Alemanha e da Europa, mas também cada vez mais uma concorrente e rival na arena política”, acrescentou o comunicado.

      O primeiro-ministro chinês garantiu que a China está pronta para trabalhar com a Alemanha para contribuir para a “estabilidade e prosperidade globais”, de acordo com a agência noticiosa estatal Xinhua.

      Li reuniu-se ontem com o chanceler alemão, Olaf Scholz, partindo depois para uma visita oficial à França, onde participará de uma cimeira para um novo pacto financeiro global. Este diálogo com Berlim e com Paris surge num momento em que as relações entre Pequim e Washington estão particularmente tensas.

      Para procurar atenuar a tensão, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, cumpriu o segundo e último dia de visita à China, tendo reunido com o Presidente chinês, Xi Jinping, com quem acordou um plano para o restabelecimento de canais de comunicação diplomática.

      A China é o mais relevante parceiro comercial da Alemanha e um mercado vital para o seu poderoso setor automóvel. Contudo, nos últimos meses, Berlim endureceu o tom nas relações com Pequim, em particular por causa do sensível tema de Taiwan e da perseguição à minoria uigur em Xinjiang.

      Para Berlim, por causa da estratégia expansionista de Pequim, “a estabilidade regional e a segurança internacional estão cada vez mais pressionadas” e “os direitos humanos não são respeitados”.

      Recentemente, o chanceler Olaf Scholz assumiu que o seu país deve reduzir a sua dependência económica face a Pequim, embora admita que “não tem interesse em impedir o desenvolvimento económico da China”.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau