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      Taxa de jovens suspeitos de distúrbio do jogo variou entre 2,2% e 2,9% nos últimos cinco anos

      De acordo com os vários inquéritos sobre o vício do jogo entre os jovens realizados nos últimos anos, a taxa de casos suspeitos de jovens com distúrbio do jogo situava-se entre 2,2% e 2,9%. Em resposta a uma interpelação da deputada Ella Lei, o Instituto de Acção Social garante ter realizado várias acções de sensibilização, através das escolas e equipas de docentes, para prevenir o jogo problemático entre os jovens, sendo os trabalhos promocionais alargados no futuro para as famílias.

      O Instituto de Acção Social (IAS) revelou que, segundo os dados obtidos nos últimos cinco anos, a taxa de jovens suspeitos de distúrbio do jogo é de entre 2,2% e 2,9%, tendo o organismo realizado anualmente, desde 2009, através das organizações não governamentais, o “Inquérito sobre a prevenção do vício do jogo dos jovens”, de forma a compreender a situação da participação nas actividades do jogo por parte dos jovens.

      A problemática do jogo entre os jovens tem sido um dos focos de trabalho do IAS. Em termos dos trabalhos deintervenção e da prevenção, o organismo assegurou que iniciou a cooperação com as organizações não governamentais para realizar acções de prevenção secundária para jovens, por meio da organização de diversas actividades centralizadas no distúrbio do jogo.

      O IAS espera aumentar os conhecimentos dos jovens sobre os danos causados pela participação do jogo online de fortuna e azar, bem como a consciência de tomar a iniciativa de pedir ajuda quando têm sintomas de distúrbio do jogo. “Em simultâneo, são realizadas acções em meio escolar, jogos de tabuleiro e demais actividades para descobrir potenciais casos,e assim apoiar precocemente os jovens mais vulneráveis aos distúrbios do jogo a fazerem face aos problemas derivados do jogo, com o objectivo de diminuir a possibilidade de participar neste tipo de actividades, adiantou.

      Em resposta a uma interpelação escrita apresentada por Ella Lei, na qual a deputada pedia para se reforçar a prevenção e tratamento do vício do jogo entre os jovens, tanto como melhorar a detecção dos casos de jogo problemático, o IAS, liderado por Hon Wai, enfatizou que também tem tomado medidas para ensinar, de forma sistemática, os conceitos e conhecimentos correctos sobre a gestão financeira aos alunos de ensinos primário e secundário de Macau, tendo lançado o Plano sensibilizador sobre a gestão racional de recursosfinanceiros junto às escolas.

      O presidente do organismo, Hon Wai, indicou na resposta que o referido plano se estendeu há dois anos para os diferentes níveis escolares. O IAS organizou formações destinadas aos professores, para que estes possam ajudar a divulgar o conceito de gestão financeira. “Foram enviados ofícios para todas as escolas de Macau, antes da abertura do Campeonato do Mundo de Futebol de 2022, e antes do Ano Novo Lunar, para divulgar infografias sobre gestão financeira, permitindo que os alunos pudessem compreender os perigos de uma perturbação provocada pelos jogos de azar e o impacto destes na sociedade”, destacou.

      O IAS revelou que planeia lançar ainda, no futuro, cursos educativos sobre a gestão financeira dos filhos, destinados aos encarregados de educação, promovendo os trabalhos da educação familiar.

      A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) encarregou uma instituição de investigação de realizar, a cada dois anos, uma pesquisa social sobre os indicadores da juventude em Macau, o que inclui os conteúdos relacionados com os indicadores de desenvolvimento do sector do jogo e do crescimento dos jovens. Os trabalhos da investigação e da análise estão em curso, e os resultados da pesquisa estão previstos para a publicação ainda durante este ano.

      Recorde-se que, consultando o sistema de registo central dos indivíduos afectados pelo distúrbio do vício de jogo do ano passado, o grupo etário dos 18 aos 29 anos apresentou 28,92% do número de casos registados, e aumentou por 2% em relação ao ano anterior. Já o relatório do Inquérito sobre a Participação dos Residentes de Macau nas Actividades do Jogo 2022, divulgado pela Universidade de Macau, mostrou que a taxa de participação no “jogo social” aumentou e o grupo etário dos seus participantes é também mais jovem do que em 2019, tendo descido para os 18 a 24 anos de idade, estudantes ou que tenham abandonado o ensino.