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      Raimundo confiante no alívio de inundações no Porto Interior com a futura Estação Elevatória do Sul

      Após a conclusão da obra de construção da Estação Elevatória do Sul do Porto Interior, o problema das cheias no Porto Interior “vai certamente ser melhorado. A garantia foi deixada por Raimundo do Rosário. O secretário para os Transportes e Obras Públicas pediu ao mesmo tempo a compreensão do público pelo trânsito causado pelas obras. Por outro lado, ao recusarcomentar as recentes críticas do Comissariado contra a Corrupção e do Comissariado da Auditoria, Raimundo do Rosário disse apenas que há impossibilidade de perfeição de todas as coisas.

       

      Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas, mostrou-se confiante na futura melhoria das situações problemáticas no Porto Interior com as inundações durante chuvas intensas. O responsável garantiu que vão ser resolvidas as cheias e aumentado a eficácia de drenagem na zona, quando terminar a construção da Estação Elevatória do Sul do Porto Interior.

      “A Estação Elevatória de Águas Pluviais do Norte do Porto Interior já foi inaugurada há dois anos e acho que o público concorda que a situação foi melhorada. Portanto, estou confiante de que, quando concluir a obra do Sul, haverá mais progresso”, realçou o governante ontem aos jornalistas, à margem da Inauguração da nova Estação Postal de Mong Há.

      Rosário alertou, no entanto, que a resolução do problema não vai ser na totalidade. “Mas isso vai resolver a questão a 100%? Não, não vai resolver totalmente com certeza. Não há coisas no mundo que podem ser resolvidas a 100%, mas todos nós vimos melhoria nos últimos dois anos”, referiu.

      Relativamente ao andamento da construção da Estação Elevatória do Sul do Porto Interior, que já estava a ser progressivamente executada, Raimundo do Rosário admitiu que após o arranque do projecto haverá um “grande impacto” no trânsito e causará “inconveniências” aos residentes.

      “O Porto Interior é uma zona relativamente antiga da cidade, é difícil controlarmos todas as situações, por dificuldade de obter todos os projectos desta zona”, explicou. Disse que as autoridades só podem controlar a concepção do projecto e a técnica, mas está previsto o surgimento inevitável de mais problemas durante a execução da obra.

      O secretário ressalvou que o prazo de toda a construção não deve ser curto. Considerou avançar faseadamente as obras, mas optou no final pela realização das três fases das obras ao mesmo tempo. “Tal como extrair dentes, convém a operação ser de uma vez só”, frisou, pedindo a compreensão do público sobre a inconveniência de trânsito.

      Recorde-se que o Comissariado da Auditoria (CA) dirigiu recentemente críticas ao antigo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) sobre a Estação Elevatória de Águas Pluviais do Norte do Porto Interior pelas suas insuficiências quanto à capacidade de drenagem, bem como à extinta Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) por não ter feito estudo sobre padrões de drenagem.

      Raimundo do Rosário não comentou as críticas, dado que as obras não foram realizadas sob a sua tutela, mas do IACM. O secretário discordou ainda com a opinião de que a Estação Elevatória no Sul seja para compensar a incapacidade da no Norte. Os dois governos anteriores já decidiram realizar os projectos, e designaram dois departamentos para serem responsável por cada um”, esclareceu, acreditando que esta decisão “estava correcta”.

      IMPERFEIÇÃO É NORMAL

      O secretário recusou também comentar o relatório do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), na sequência das críticas da antiga DSSOPT de não tomar medidas substantivas para lidar com a ocupação ilegal de terrenos.

      “Não tenho comentário”, disse Raimundo do Rosário, referindo que “os trabalhos nunca acabam. Todos tinham sido estudantes e não é possível tirar sempre 100 notas [nos exames]. Sou um ser-humano, não um robot. Com certeza que há algo em que cometi erros”. Contudo, prometeu “melhorias constantes” nos seus trabalhos.

      Relativamente à qualidade da obra do Centro Modal de Transportes da Barra, o engenheiro disse ter feito uma inspecção pessoalmente ao local no sábado e admitiu a existência de problemas. “É um projecto tão grande, é difícil garantir que não haja entrada de água sob chuva forte. Até na minha casa entrou água”, sublinhou. O responsável salvaguardou que está a tratar dos problemas e espera que o público não dê grande relevância ao assunto.

      Por outro lado, questionado sobre o ajustamento do montante do prémio de concessão de terrenos após 10 anos, Raimundo do Rosário apontou que a Lei de Terras já prevê a revisão do prémio a cada dois anos. A Direcção dos Serviços de Obras Públicas já procedeu à revisão por quatro vezes, só que a decisão foi de não impor alterações. Segundo o secretário, neste caso, o ajuste esta vez é relativamente maior, “mas a fixação de montante não é da decisão única do Governo, tomamos como referência as estatísticas da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos para determinar o valor”, concluiu.