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      InícioSociedadeProfessor da UM condenado por assédio sexual a aluna

      Professor da UM condenado por assédio sexual a aluna

       

      O historiador e professor da Universidade de Macau (UM), Mao Haijian, foi condenado pelo Tribunal Judicial de Base (TJB) a sete meses de prisão por assédio sexual, com pena suspensa de dois anos.

      De acordo com o Jornal Ou Mun, o professor foi acusado de ter dado uma festa na residência dos funcionários durante o período do confinamento levantado pela situação da Covid-19 no ano passado, e na altura foi acusado de ter abraçado e tocado numa aluna universitária.

      A acusação foi inicialmente exposta ao público pelo Orange Post, publicação universitária da UM, que noticiou que um professor da Faculdade de Letras, numa festa organizada pelo mesmo, terá praticado assediado sexualmente uma estudante, “proferindo palavras de implicações sexuais e fazendo contacto físico como abraços e toques no peito à força”. A vítima recorreu à ajuda da polícia, e a UM reagiu de imediato e enfatizou “tolerância zero” para qualquer incidente ilegal, tanto como para violações das restrições antiepidémicas.

      Segundo avançou a Singtao, imprensa de Hong Kong, a UM revelou que o professor Mao Haijian já se tinha demitido e a faculdade não tinha mais conhecimento da situação.

      O académico do interior da China é especialista em História da dinastia Qing, especializado no estudo da história moderna da China, actuou como professor visitante na Universidade de Tóquio, na Universidade de Hong Kong e na Universidade Chinesa de Hong Kong. Foi, desde 2008, professor do Departamento de História da East China Normal University, em Xangai e, desde 2015, professor distinto da UM. O site oficial da East China Normal University retirou já o nome de Mao da lista de pesquisadores.

      A sentença do TJB, avançada pela vítima na quarta-feira nas redes sociais, indicou que o autor do processo foi condenado pela prática, em autoria material e na forma dolosa e consumada, de um crime de assédio sexual, sendo sujeito ao pagamento dos custos processuais e à doação de 500 patacas ao Fundo da Protecção às Vítimas de Crimes Violentos, podendo, entretanto, interpor recurso no prazo de vinte dias.