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      Consumo eléctrico de alta tensão ajustado para combater gastos energéticos do turismo  

      Os sectores da hotelaria e comércio são sujeitos a um controlo dos seus consumos, em que as autoridades conseguem regular as tarifas energéticas para que estas sejam ajustadas consoante a época e hora de utilização. Esta é uma das várias medidas destacas por Raymond Tam, responsável máximo dos Serviços de Protecção Ambiental, para contornar o peso que o turismo e, por conseguinte, a indústria hoteleira e comercial têm no consumo energético do território. A deputada Ella Lei recordou ao Governo que agora que entrámos numa dinamização da economia é urgente continuar a repensar as estratégias de proteção ambiental.

       

      Com a dinamização do turismo e da economia, o consumo energético em Macau vai disparar, especialmente nos sectores hoteleiro e comercial. Quem o salienta é a deputada Ella Lei, da Federação das Associações Comerciais de Macau (FAOM), que questionou recentemente as autoridades sobre o elevado peso que o turismo terá na forma como se consome energia em Macau. Em interpelação escrita, a deputada quis saber se o Governo já desenvolveu estratégias para incentivar hotéis e empresas a “assumirem a responsabilidade de poupar energia e reduzir a emissões de carbono”.

      Raymond Tam, director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), destacou que se fazem actualmente ajustes às “tarifas de energia eléctrica para os grupos de utentes dos sectores industrial e comercial, e para os utentes alimentados em alta tensão” conforme “a época e a hora de utilização”, conseguindo deste modo “orientar os sectores para a utilização de energia eléctrica fora das horas de ponta”.

      De resto, a DSPA continua a incentivar o sector hoteleiro a cumprir as metas de conservação energética e redução das emissões através de iniciativas como a do “Prémio Hotel Verde”, que já decorre “há vários anos”, e o estímulo ao uso de “energias renováveis e equipamentos eficientes que contribuem para a poupança de água”, ou da “reutilização de águas residuais” recordou Raymond Tam.

      Ainda em resposta à deputada Ella Lei, o responsável dos serviços ambientais assegurou que o Governo continua a colaborar com as regiões vizinhas através de diligências como a do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau. Contrariamente à sugestão da deputada, que fez referência a um sistema de prémios pecuniários posto em prática em Guangdong em 2016, Raymond Tam vincou que os “Incentivos para a Redução do Carbono” visam incentivar o público a praticar, voluntariamente, actos de baixa emissão de carbono, o que está em linha com a finalidade do Programa de Pontos Verdes”. Estas duas medidas continuarão a ser implementadas pela DSPA em colaboração com “associações, instituições e empresas” para que estas criem programas semelhantes e para que juntos se consiga criar “uma atmosfera social de protecção ambiental”, assegurou o responsável.