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      Jovens mais susceptíveis de serem burlados com ofertas de empregos enganosas no Verão

      Com a abertura das fronteiras e o crescimento económico, criam-se também novas oportunidades de enriquecer. Com a chegada das férias escolares, há muitos jovens à procura de emprego sazonal, algo que, alerta Lam Lon Wai,da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), é um ambiente propício a burlas de ofertas de emprego. Estas e outras actividades ilegais, como o ganho de comissões por ajuda ao contrabando, ou venda de bilhetes online, vêm também pôr em risco as vidas dos jovens em Macau, e é urgente que sejam tomadas medidas de sensibilização e fiscalização pelas autoridades, incita o deputado numa interpelação escrita ao Governo.

       

      Reflectindo sobre os jovens e o período de Verão que se avizinha, em que normalmente estes procuram trabalho sazonal, Lam Lon Wai, da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), veio através de uma interpelação escrita pedir ao Governo que encontre soluções para os casos habituais de burla. No passado houve diversas situações no território em que adolescentes foram induzidos a pagar taxas elevadas para se inscreverem em entrevistas de emprego, ou a fazerem cursos de formação para poderem depois aceder a uma posição laboral temporária, algo que, como indicou o deputado, para além de ser um esquema de venda em pirâmide, é também uma armadilha comum para os candidatos a emprego”.

      Lam Lon Wai recorda que nesta altura do ano circula na internet muita “publicidade online para recrutar trabalhadores a tempo parcial, criando a impressão de que se pode ganhar dinheiro rapidamente, que o trabalho é simples e fácil, e que se pode ganhar dinheiro facilmente a partir de casa, com o objectivo de atrair os jovens a candidatarem-se. Estas ofertas, salienta o deputado, para além de serem ilegais, podem colocar os próprios jovens em situações de infracção à lei, algo que não só os defrauda do seu dinheiro”, como também pode ter efeitos irreversíveis nas suas vidas”.

      Das várias estratégias de ludibriar os jovens, revela ainda o deputado, existem solicitações de ajuda na vendas de bilhetes online de concertos e espectáculos, envolvendo muitas vezes actos de falsificação de transacções, sob o pretexto de poderem ganhar comissões, actos que, aponta, implicam infracções penais.

      Apesar de terem havido várias tentativas do Governo de alertar os jovens para este tipo de burlas, e de os incitarem a denunciar às autoridades qualquer suspeita, no entanto, frisa Lam Lon Wai, estes casos continuam a ocorrer. Com a recuperação económica, o mercado de trabalho volta a estar activo, dando assim origem a várias formas de criminalidade, constata o representante da FAOM, desafiando o Governo a “continuar a organizar, este ano, quer palestras sobre como evitar as armadilhas de emprego durante as férias escolares de Verão, quer actividades semelhantes às de divulgação jurídica, para sensibilizar os jovens a evitarem as armadilhas associadas à procura de emprego”.

      Outra das questões levantadas pelo deputado na sua interpelação refere-se ao envolvimento em actos de contrabando, algo que este diz ser uma prática “elevada”. Segundo o próprio, “com a aproximação das férias escolares de Verão e a flexibilização das restrições impostas à passagem alfandegária, é possível que alguns jovens aproveitem as férias para a prática de contrabando. O deputado solicita aos serviços competentes uma maior fiscalização e divulgação jurídica. “De que planos dispõem os serviços competentes para o efeito?”, questiona.