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      Representantes da FAOM doam sangue para dar o exemplo  

       

      Os deputados Leong Sun Iok e Lei Chan U visitaram as instalações do Centro de Transfusões de Sangue de Macau, relembrando a importância de se doar sangue de forma regular, numa altura em que Macau, apesar de ter reservas suficientes, pode vir a necessitar de mais, devido ao fim da epidemia e a um maior crescimento e desenvolvimento da sociedade

       

      Por ocasião do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se celebra hoje com iniciativas por todo o mundo, os deputados Leong Sun Iok e Lei Chan U da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) visitaram recentemente o Centro de Transfusões de Sangue de Macau, onde para além de doarem sangue, puderam ficar a conhecer a forma como funciona o centro e se faz a gestão e armazenamento do sangue. Durante a visita dos deputados, a directora do centro, Hui Ping, aproveitou para deixar um pedido às populações, para que recorram ao serviço de reserva de doação de sangue para “evitar desperdícios”, já que “o sangue tem um período de armazenamento”, e assim, se se for gerindo as marcações de forma faseada, o “processo de doação de sangue torna-se mais eficiente e eficaz”.

      “Doe sangue, doe plasma, partilhe a vida, partilhe frequentemente” é o lema escolhido este ano pela ONU para a campanha de sensibilização mundial. Em Macau, os residentes têm sido muito dedicados a esta causa. No comunicado da FAOM, os deputados recordam que “as reservas de sangue em Macau têm-se mantido a um nível seguro e superior há muito tempo, o que constitui uma boa salvaguarda para a qualidade e segurança da transfusão de sangue em Macau”. Na altura da epidemia “o consumo de sangue em Macau aumentou, mas o volume de recolha de sangue no Centro de Transfusões de Sangue aumentou, em vez de diminuir” algo que na opinião dos deputados “se deve ao entusiasmo dos doadores de sangue e ao trabalho árduo do pessoal do Centro”.

      Quanto ao futuro próximo, agora que Macau entrou numa fase mais dinâmica, Leong Sun Iok e Lei Chan U prevêem que a procura de sangue continue a crescer, e que por isso mesmo “a dádiva de sangue gratuita, especialmente a dádiva repetida, é a chave para estabelecer um abastecimento de sangue seguro e sustentável”.

      Dos dados disponíveis sobre a forma como se doa sangue na RAEM, o mesmo comunicado destaca que, comparando com 2021, houve nos últimos anos um aumento de 2,68% da população de dadores, “um recorde na última década”, e que em Macau as mulheres são as que doam mais sangue, mais ainda do que a média mundial: 53% em Macau contra 33% de dadores de sangue do sexo feminino a nível mundial. A faixa etária dominante dos dadores de sangue do território é dos 30 aos 39 anos (35%), seguida da dos 20-29 (28%) e dos 40-49 anos (17%), dados que, destaca a federação, demonstram “que os jovens e as pessoas de meia-idade são os principais contribuintes para a dádiva voluntária de sangue em Macau”.

      Os deputados Leong Sun Iok e Lei Chan U aproveitaram a ocasião da visita ao centro de doação para salientar que “a dádiva voluntária de sangue, enquanto acto de solidariedade, incorpora os valores humanos básicos de altruísmo, compaixão e bondade e é um símbolo do progresso da sociedade humana”. Na perspectiva dos representantes da FAOM, o Governo tem de continuar a “agradecer aos dadores voluntários de sangue através do Dia Mundial do Dador de Sangue”, mas também deve fazer mais esforços para educar e incentivar as populações, e em particular os jovens, a doar sangue de forma regular “de modo a melhorar o abastecimento de sangue e aumentar a segurança e disponibilidade de sangue em Macau”.