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      IAM poderá proibir importação de determinados mariscos e frutas do Japão em breve

      Depois de Hong Kong, as autoridades de Macau também admitem a suspensão da importação de mais produtos alimentares do Japão caso o governo japonês inicie a descarga no Oceano Pacífico de água contaminada e tratada, acumulada na antiga central de Fukushima. O Instituto para os Assuntos Municipais diz que poderá alargar a área de suspensão de pedidos de importação para nove distritos de maior risco do Japão.

       

      O Governo de Macau está a prestar elevada atenção sobre como o Japão planeia começar a liberar no oceano as águas contaminadas e armazenadas na antiga central nuclear de Fukushima. Caso as autoridades japonesas avancem com a descarga, Macau vai suspender, de imediato, a importação dos produtos alimentares frescos de nove distritos e regiões de maior risco do Japão, incluindo marisco, vegetais e frutas.

      A garantia foi adiantada ontem pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). À margem da “Palestra sobre segurança alimentar com especialistas”, a presidente substituta do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, O Lam, assegurou que o organismo está atento ao plano do Japão de despejar os esgotos nucleares, estando a manter uma comunicação estreita com a Administração Geral da Alfândega da China e as autoridades das regiões vizinhas para acompanhar os desenvolvimentos.

      “Se as águas forem libertadas para o oceano, vamos abranger, imediatamente, os nove distritos de maior risco no Japão na lista de suspensão de pedidos de importação de produtos, nomeadamente todos os produtos alimentares de alimentos frescos e alimentos de origem animal”, revelou a responsável, segundo noticiou a Rádio Macau em língua chinesa.

      O Lam salientou ainda que, ao mesmo tempo, o IAM vai aumentar o volume de inspecção das amostras dos produtos, reforçando ainda mais os parâmetros de segurança alimentar, por exemplo, a medição de contagem de radionuclídeos. “Os laboratórios do IAM estão disponíveis e vão continuar a funcionar de forma ordenada para proceder às inspecções necessárias”, afirmou.

      A responsável não descartou a possibilidade de o Executivo impor mais restrições à importação dos produtos frescos oriundos do Japão. Ou seja, poderá ser ainda necessário que os alimentos frescos e vivos importados de outros distritos japoneses tenham de anexar certificados de teste de radiação, bem como passar por medidas de inspecção relevantes, antes de poderem ser importados para a RAEM.

      Recorde-se que, desde o tsunami seguido do acidente nuclear de Fukushima em 2011, o IAM suspendeu o pedido de importação de alimentos de Fukushima. Entretanto, para os produtos alimentares dos nove distritos de maior risco perto de Fukushima, é possível a importação desde que os produtos atendam aos requisitos actuais de documentos de padrões sanitários de importação e sejam acompanhados por um certificado de monitoramento de radiação emitido pelo Japão e submetidos a inspecção.

      “O IAM continua a proceder à avaliação de risco e à monitorização dos produtos alimentares provenientes do Japão, sendo que a inspecção foca-se ainda na mediação de volume de núcleos radioactivos”, asseverou O Lam, acrescentando que, quanto aos produtos importados, todas as amostras de alimentos inspeccionadas estão de acordo com o padrão sanitário, não tendo sido verificadas irregularidades.

      Segundo detalhou O Lam, os nove distritos são da Metrópole de Tóquio e da Prefeitura de Chiba, bem como das zonas próximas de Fukushima. No entanto, os produtos frescos importados dessas áreas “não ocupam uma porção alta das mercadorias importadas para Macau”, disse O Lam, pelo que o IAM acredita que “o impacto não será grande”.

      Actualmente, os alimentos japoneses que entram em Macau são principalmente de Hokkaido, da Ilha Koji e da prefeitura Ehime.

      O Japão planeia descarregar mais de um milhão de toneladas de água contaminada e tratada de Fukushima no Oceano Pacífico nos próximos meses, após o governo japonês ter dado aprovação ao plano revisto para a respectiva libertação no início deste ano.