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      Inflação preocupa deputados que pedem o lançamento de medidas de apoio à população

      Na reunião de ontem da Assembleia Legislativa (AL), Ella Lei, Lo Choi In e Ron Lam alertaram para a subida dos preços em Macau. Por isso, os deputados pediram ao Governo o lançamento de novas medidas de apoio à população.

      Ella Lei, Lo Choi In e Ron Lam pediram ao Governo o lançamento de novos pacotes de medidas de apoio à população, como forma de responder à inflação que se regista no território.

      Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), Ella Lei começou por apontar que, em comparação com o período da pandemia, a situação de emprego dos residentes está agora melhor. No entanto, continua a registar-se inflação. “As despesas dos residentes aumentaram e o aumento das taxas de juro também agravou a pressão de muitas famílias”, alertou a deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM).

      O Governo tem afirmado que, em Macau, a inflação não é alta, mas Ella Lei contesta. Esta afirmação “está longe do que sente a população”, afirmou no hemiciclo. “O Índice de Preços no Consumidor aumentou 0,85% em termos anuais, mas os aumentos mais elevados foram registados nas despesas indispensáveis para a vida da população, como as despesas com alimentos e bebidas não alcoólicas, gás, equipamentos e serviços domésticos e combustíveis para veículos, e a taxa de variação anual destas rubricas aumentou mais de 3%, o que afecta bastante a vida da população”, frisou.

      Por outro lado, a subida das taxas de juro tem aumentado a pressão da população, apontou Ella Lei, notando que, em comparação com Maio de 2022, a actual taxa de juro preferencial de Macau aumentou significativamente em 0,75%.

      Face ao assunto, a deputada diz que o Governo deve proceder à inspecção dos preços dos produtos: “Apelo ao Governo para que tome as medidas necessárias para reforçar o seu papel de fiscalizador e para reduzir os preços dos produtos, nomeadamente, para assegurar a estabilidade dos preços do petróleo, dos produtos alimentares quer frescos quer vivos e dos produtos de primeira necessidade”. Por outro lado, Ella Lei pede também que as autoridades lancem medidas de isenção e redução de impostos e taxas.

      Lo Choi In concorda com Ella Lei: “O Governo fez um cálculo e concluiu que a taxa de inflação é baixa, mas, na realidade, os residentes têm de enfrentar, todos os dias, o aumento dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares”. A deputada também pediu uma maior fiscalização dos preços por parte do Governo. O Executivo deve também, na opinião de Lo Choi In, libertar o mercado imobiliário e estabilizar o sistema financeiro. A deputada também pediu a adopção de medidas para fazer face à subida dos preços dos combustíveis, subsidiando os combustíveis “para evitar a propagação dos efeitos da subida e da flutuação dos preços dos combustíveis no mercado”.

      Por fim, Lo Choi In pediu ao Governo que estudasse a possibilidade de lançar mais um plano de benefícios ao consumo por meio electrónico, “para estimular o consumo nos bairros comunitários e ajudar as zonas habitacionais que não estão a beneficiar da vinda dos turistas, de modo a assegurar a recuperação económica e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento equilibrado da sociedade”.

      Ron Lam também notou que, exceptuando o comércio nas zonas turísticas, os benefícios do regresso dos turistas para as outras zonas são “muito poucos”. O deputado falou também do rendimento dos trabalhadores a tempo inteiro: “No primeiro trimestre deste ano, cerca de 60 mil pessoas auferiam mensalmente entre 20 mil e 30 mil patacas, menos cerca de nove mil pessoas do que no quarto trimestre de 2019, o que demonstra que a descida de rendimentos continua a ser grave”.

      O parlamentar lembrou que os restantes 4 mil milhões de patacas remanescentes do último plano de apoio à população continuam sem destino. “No entanto, tendo em conta a necessidade de tempo para a plena recuperação da economia interna de Macau e a evidente transferência do consumo dos residentes para o exterior, acrescido ainda da situação social em que se encontram muitas pessoas das camadas de base e desempregados, afectados pela epidemia e pelo ajustamento do sector do jogo, a nova fase de atribuição dos vales de consumo é uma opção que vai ao encontro dos interesses da sociedade em geral”, sugeriu Ron Lam. No entanto, o deputado propôs que o Governo adite condições para a atribuição de um novo cartão de consumo, como o prazo de residência.