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      InícioSociedadeNúmero de alunos que prosseguem estudo no estrangeiro subiu depois da pandemia

      Número de alunos que prosseguem estudo no estrangeiro subiu depois da pandemia

      O levantamento das restrições de entrada e saída e a normalização da pandemia levaram mais graduados de ensino secundário de Macau a prosseguir os estudos no exterior. Apesar de ainda não ter havido uma recuperação até ao volume antes da pandemia, segundo o centro de estudo FOCUS, o número de estudantes em questão aumentou cinco vezes em comparação aos últimos três anos, sendo a Informática e a Medicina os cursos actualmente mais escolhidos pelos alunos.

       

      O número de alunos de Macau que vão estudar para o estrangeiro registou um acréscimo acentuado depois do regresso à normalidade do território depois da epidemia, revelou o centro de estudo FOCUS International Overseas Student Service, que recebeu, nos últimos meses deste ano,cerca de cem pedidos de serviços dos alunos para o acesso ao ensino superior no exterior.

      “Foi um aumento drástico em comparação com a situação durante a pandemia”, descreveu Cheong Fong Ieng, chefe do departamento de serviços de educação superior da agência. A responsável apontou que, durante os últimos três anos, os pais de Macau preocuparam-se com a saúde dos seus filhos, portanto, estavam relativamente conservadores relativamente ao prosseguimento dos estudos dos filhos nos países estrangeiros. Neste caso, nessa altura, muitos alunos que pretendiam estudar nas universidades do exterior optaram por ficar em Macau ou ir estudar para Hong Kong ou o interior da China, por causa das restrições de entrada e saída da região, tendo os programas da Erasmus e estágios no estrangeiro sido igualmente suspensos.

      “A média anual foi apenas cerca de 20 alunos que se inscreveram para estudar no exterior através do nosso centro. Comparando com quase 200 alunos por ano antes da pandemia, o número sofreu uma grande quebra”, relatou Cheong, acrescentando que “embora ainda não se tenha recuperado o número pré-epidémico, desde o relaxamento das restrições em Janeiro auxiliámos quase cem alunos nos procedimentos de se candidatarem e entrarem nas instituições de ensino superior do estrangeiro, principalmente para o Reino Unido e a Austrália”.

      Cheong Fong Ieng, em entrevista ao Jornal Ou Mun,adiantou que o Canadá tornou-se também num dos destinos de estudo mais escolhidos pelos alunos, além do Reino Unido e da Austrália, devido à revisão dos regulamentos de imigração do país nos últimos anos, que facilitam aos finalistas a permanência no local para trabalhar e viver, bem como os pedidos de imigração, o que fez com que o número de pessoas que procuram por universidades no Canadá também aumente.

      No que diz respeito à área de estudos, segundo a responsável, os cursos relacionados com a Informática e a Medicina estão entre as primeiras escolhas para os estudantes que vão estudar no estrangeiro.

      “Com o desenvolvimento social e a política de Macau para avançar as ‘indústrias-chave’, os cursos da fisioterapia, enfermagem, radioterapia, inteligência artificial e outras disciplinas tornaram-se populares, substituindo a contabilidade e a gestão de hotelaria como cursos preferidos antes da pandemia”, sublinhou.

      Por outro lado, Cheong Fong Ieng disse notar que a proficiência em inglês dos alunos que vão estudar nos países anglófonos “melhorou significativamente” face ao passado, dado que a maioria dos alunos admitidos nas universidades estão isentos de frequentar o curso de preparação de língua inglesa. A situação mostrou ao mesmo tempo que as escolas de Macau dão mais importância ao ensino do inglês.

      O centro de estudo descobriu ainda que os pais em Macau têm vontade de enviar cada vez mais cedo os seus filhos para países estrangeiros para estudar ou para experimentar a vida no local por um curto período de tempo. Cheong Fong Ieng frisou que o centro reorganizou o curso de Verão para a Nova Zelândia e já recebeu até agora a candidatura de mais de 30 alunos, cujos pais esperam cultivar a sua independência e melhorar a sua capacidade de adaptação, além do estudo nas escolas.