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      Metro Ligeiro: Governo não vai adjudicar directamente à MTR ligação à Barra, Seac Pai Van e Hengqin

      Raimundo do Rosário ainda não sabe como será o modelo de funcionamento da extensão da linha da Taipa do Metro Ligeiro até à Barra. O mesmo se aplica à Linha de Seac Pai Van e à Linha de Hengqin. Mas uma coisa é certa: Os serviços não serão adjudicados directamente à MTR, adiantou ontem o secretário para os Transportes e Obras Públicas.

      Está previsto que a Linha da Taipa do Metro Ligeiro chegue ainda este ano à estação da Barra, no entanto, o Governo ainda não sabe como vai ser o modelo de funcionamento desta ligação. O mesmo acontece relativamente à Linha de Seac Pai Van e de Hengqin, que deverão estar concluídas em 2024.

      A única certeza para já, como adiantou ontem Raimundo do Rosário na Assembleia Legislativa, é que o Governo não fará uma adjudicação directa dos serviços à empresa MTR, a quem o Executivo concedeu o contrato de prestação de serviços de assistência à operação e manutenção da Linha da Taipa até Dezembro do próximo ano. O contrato teve o valor de 5,8 mil milhões de patacas.

      Rosário respondia a uma interpelação oral da deputada Ella Lei, que tinha perguntado: “A Linha da Barra vai entrar em funcionamento durante este ano, e a construção da Linha de Seac Pai Van e da Linha de Hengqinvai estar concluída no próximo ano. Qual é o ponto de situação da definição e preparação do modelo de funcionamento por parte do Governo? A Sociedade do Metro Ligeiro tem condições para assegurar, por si própria, os serviços de operação, reparação e manutenção da Linha da Barra, que vai entrar em funcionamento durante este ano?”. Durante o debate, foram vários os deputados que secundaram as questões de EllaLei e pediram esclarecimentos ao secretário sobre o futuro modelo de funcionamento das próximas fases do Metro Ligeiro e os seus custos.

      Ontem presente na Assembleia Legislativa (AL), o secretário para os Transportes e Obras Públicas foi claro: “[Em relação à] Barra, Hengqin e Seac Pai Van, não vamos incumbir a MTR. Se tudo vai ser feito pela Sociedade do Metro Ligeiro, não vou adiantar. Não vamos adjudicar directamente à MTR. Como vai ser, não tenho novidades, mas pelo menos garanto que não há adjudicação directa à MTR”.

      Raimundo do Rosário indicou também que, actualmente, a MTR tem perto de 500 trabalhadores, entre os quais 100 que já fizeram a transição para a Sociedade do Metro Ligeiro. Se, no futuro, a operação não for da MTR, a maioria dos trabalhadores podem continuar a trabalhar, assegurou o governante.

      Na sessão, o secretário mostrou-se confiante de que será possível o Metro Ligeiro chegar à Barra até ao fim do ano. Em Janeiro já começaram a ser feitos os testes que, segundo o secretário, “têm corrido bem”. A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) já está a coordenar as mudanças nas carreiras dos autocarros para o início do funcionamento da estação da Barra.

      Outra questão que pairou no hemiciclo foi a ausência de comércio nas estações do Metro Ligeiro. Raimundo do Rosário esclareceu que “recentemente abriu concurso público para as lojas da estação da Barra e ninguém apresentou propostas”. “Ninguém quer aquelas lojas”, afirmou, acrescentando: “Se calhar, depois de entrar em funcionamento a estação da Barra, as pessoas vão-se queixar de que não conseguem nem comprar uma garrafinha de Coca-Cola, mas ninguém quer”, concluiu.