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      Galaxy e MGM poderão abrir casinos na Tailândia numa altura de “ansiedade” sobre a indústria em Macau

      Um maior controlo imposto na indústria de jogo de Macau deixou as operadoras a acelerarem a exploração do mercado exterior. Segundo o Bloomberg, a Galaxy Entertainment Group e a MGM Resorts International estão a planear abrir novos casinos e resorts na Tailândia, onde é esperada a legalização do jogo num futuro breve. Os planos das empresas poderão sugerir alguma preocupação relativamente às perspectivas de Macau, segundo a Bloomberg.

       

      A eventual legalização dos jogos de fortuna e azar na Tailândia surgiu como oportunidade de negócio para as operadoras de jogo em todo o mundo, e a Galaxy Entertainment Group e a MGM Resorts International estão a estudar o potencial da abertura de resorts integrados com casinos na Tailândia no futuro.

      A informação foi avançada pelo portal de notíciasBloomberg, que revelou ainda que a Galaxy, concessionária da licença de jogo de Macau liderada pelo bilionário Lui Che-woo, já estabeleceu escritórios na Tailândia, tanto para promover as suas operações em Macau, como para aproveitar a presença local a fim de recolher informações do mercado deste país. O grupo tem também planos em andamento para explorar o jogo nos Emirados Árabes Unidos (EAU).

      A análise da Bloomberg apontou que as duas operadoras de casino estão a preparar-se para estabelecer instalações de jogo na Tailândia, uma vez que a indústria procura proteger-sesobre uma eventual perspectiva de deterioração em Macau.

      Os esforços iniciais para entrar em novos mercados reflectem a ansiedade das operadoras de jogo face à deterioração das perspectivas para Macau, que já registou seis vezes mais receitas de jogo do que Las Vegas e gerou receitas historicamente elevadas”, sublinhou.

      Recorde-se que o jogo tem sido o pilar da economia e das receitas da RAEM, e o Governo pretende agora mudar a sua orientação governativa sobre a “diversificação adequada da economia”. “A fragilidade da economia de Macau, por depender excessivamente do turismo e do jogo, tornou-se mais notória com o impacto da epidemia. A sociedade está ciente do enorme risco da predominância de uma indústria”, alertou anteriormente o Governo de Macau.

      “A China quer que o território passe do jogo para o entretenimento e tem vindo a reprimir os grandes apostadores suspeitos de branqueamento de capitais, ao mesmo tempo que impõe um maior controlo das actividades de jogo”, diz a Bloomberg, ao destacar a diminuição do espaço de sobrevivência dos promotores de jogo, tendo em conta que o negócio nas salas VIP costumava representar metade das receitas totais de jogo do território.

      Apesar da reabertura da China ter trazido uma nova retoma no turismo que impulsionou as receitas de jogo de Macau a registar uma recuperação em Maio de cerca de 60% do nível pré-epidémico, a análise considera que os resultados “poderão desaparecer mais tarde” este ano, à medida que a capacidade de transporte aéreo aumenta, o que levará mais chineses a viajar para o estrangeiro.

      A Tailândia e os EAU, neste caso, com a possibilidade de legalização do jogo nos próximos anos, atraem as operadoras de jogo na procura de novas oportunidades. Os EAU acreditam,segundo a analista da Bloomberg Intelligence, Angela Hanlee, que podem arrecadar receitas até 6,6 mil milhões de dólares americanos por ano. Já a Tailândia é um dos destinos turísticos do mundo, sendo os visitantes do interior da China a maior fonte de turistas no país antes da pandemia, seguido pelos malaios e indianos.

      Recorde-se que o governo tailandês está a ponderar legalizar os jogos de fortuna e azar, e o actual assessor da Comissão Parlamentar da Tailândia, Udorn Olsson, revelou que as legislações necessárias para a criação de resorts e casinos poderão ser aprovadas nos próximos 12 meses, com abertura de primeiro resort integrado prevista para 2030.

      Além da Tailândia, o Japão também planeia abrir o seu primeiro resort integrado em Osaka até 2029, sob o consórcio da MGM Resorts International e o grupo japonês Orix. A MGM, por outro lado, vai assumir a administração de um resort de entretenimento no Dubai.