Edição do dia

Terça-feira, 18 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
30.6 ° C
33.2 °
29.9 °
89 %
4.6kmh
40 %
Ter
31 °
Qua
31 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioCulturaAndré Sardet com expectativas “altíssimas” para concerto no Grand Lisboa Palace

      André Sardet com expectativas “altíssimas” para concerto no Grand Lisboa Palace

      O compositor e cantor português, que está a comemorar 25 anos de carreira e acaba de lançar um novo álbum, apresenta-se em Macau no próximo dia 17 de Junho no âmbito Comemorações do Mês de Portugal na RAEM. Em declarações ao PONTO FINAL, o músico promete que vai trazer um espectáculo de “coração aberto” com os temas mais relevantes destes primeiros 25 anos.

      Um concerto do músico português André Sardet faz parte do programa das comemorações do “Junho, mês de Portugal”. Marcado para o dia 17 de Junho, pelas 20h, no Grande Lisboa Palace, no Cotai, o espectáculo, para além de celebrar o 10 de Junho, também servirá para o compositor e cantor português celebrar os 25 anos de carreira com o público de Macu.

      Em declarações ao PONTO FINAL, André Sardet admite alguma ansiedade em relação ao concerto, até porque é a primeira vez que estará em Macau. “As expectativas são altíssimas. Vou preparar um espectáculo de coração aberto. Isto é, vai ser um concerto com os temas mais relevantes destes primeiros 25 anos. Os temas mais mediatizados, mas também aqueles que me dizem mais, aqueles que foram de alguma forma importantes para mim porque marcaram uma fase da vida ou foram simbólicos”, começou por dizer.

      Natural de Coimbra, André Sardet conhece bem a ligação secular que une a cidade dos estudantes a Macau e isso é algo que também o fascina. “Em Coimbra foram formados missionários jesuítas que rumaram ao Oriente e divulgaram a religião e a cultura portuguesa. Coimbra está por isso na história e na cultura de Macau. Estou muito curioso por ver isso pessoalmente. Quero ver in loco as semelhanças da igreja de São Paulo com a Sé Nova de Coimbra”, confessou, explicando que, apesar de nunca ter estado no território, tem memórias de infância que o ligam a familiares próximos que viveram e trabalharam em Macau. Algo que confidenciou ao cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, de quem partiu o convite para vir até à RAEM.

      Chega a Macau no dia 15 de Junho e volta a Portugal três dias depois e lamenta não poder ficar mais tempo. “Como disse é a primeira vez que vou a Macau e ao continente asiático. Infelizmente por motivos profissionais a minha viagem será muito curta, porque a tournée dos 25 anos de carreira assim o obriga”, explicou.

      E que balanço faz deste quarto de século, questionámos. “Um balanço muito positivo. Às vezes ainda me custa a acreditar que já passaram 25 anos. Foi algo que fui vivendo com muito prazer e sempre com o horizonte numa carreira longa e com muito respeito pelo público.

      Aos 47 anos e a promover o seu novo trabalho, depois de um hiato de 12 anos, o conimbricense referiu que “Ponto de Partida” é sobretudo “um álbum que olha em frente”. “Não quis lançar um ‘best of’, mas sim um olhar para o futuro. Uma prova de vida e de vitalidade criativa. Daqui para a frente vou cada vez mais fazer o que realmente me apetece, sem preconceitos nem receios”, enfatizou, lembrando que entre o álbum “Pára, Escuta e Olha”, de 2011, e agora lançou singles e escreveu muito. “Não lanço álbuns por pressão de calendário. O respeito que o público me merece leva-me sempre a lançar quando faz sentido e quando sinto que tenho algo para partilhar”, concluiu.

      André Sardet é o nome artístico de André Miraldo Sardé Pires, nascido em Coimbra em 1976. O compositor e cantor português começou por ser conhecido pelo tema “O Azul do Céu”, single do álbum “Imagens” de 1996. Contudo, o seu grande sucesso discográfico acabou por ser “Foi Feitiço” do disco homónimo “André Sardet” de 2002, um trabalho que vendeu mais de 150 mil cópias. Editou ainda “Agitar Antes de Usar”, em 1998, “Acústico”, em 2006, “Mundo de Cartão”, em 2008, trabalho que editou, em 2009, numa versão ao vivo. Em 2001, chega aos escaparates “Pára, Escuta e Olha” e, agora, é editado “Ponto de Partida”. Em 2011, foi um dos rostos no combate à pirataria na Internet associando-se à causa promovida pela Associação Fonográfica Portuguesa.