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      InícioSociedadeResponsabilidade social corporativa veio para ficar  

      Responsabilidade social corporativa veio para ficar  

      Essa foi uma das ideias transmitidas pela presidente do Instituto para a Responsabilidade Social das Organizações na Grande China em Macau numa conversa promovida pela Câmara de Comércio França-Macau. Sandy Sio salientou que uma gestão ambiental, social e corporativa “tornou-se um factor-chave para garantir e impulsionar o crescimento dos negócios em Macau e na área da Grande Baía”.

       

      As empresas de Macau, sejam elas pequenas ou de grande porte, não podem passar ao lado da responsabilidade social corporativa que, à escala de cada um, passa por garantir e impulsionar o crescimento dos negócios de um ponto de vista sustentável.

      Essa estratégia, garante a presidente do Instituto para a Responsabilidade Social das Organizações na Grande China em Macau (MICSRGC, na sigla inglesa), “passa por uma efectiva gestão ambiental, social e corporativa dos negócios, principalmente aqueles que estão baseados num contexto de Macau e da Grande Baía”, considerou ainda Sandy Sio, num evento organizado pela Câmara de Comércio França-Macau que teve lugar ontem de manhã no Sofitel, na península de Macau, subordinado ao tema “The Big Picture in ESG, What’s In It for Me?”.

      A conversa, moderada pelo académico José Ferreira Pinto, professor part-time da Universidade Cidade de Macau (UCM) e da Universidade Politécnica de Macau (UPM), e igualmente membro da MICSRGC, centrou-se no facto de como a responsabilidade social pode trazer um bom desempenho às empresas. Sandy Sio considerou que a temática “é um desafio” em Macau, neste momento, mas acredita que com “formação e desenvolvimento” o fenómeno pode crescer e “deve crescer”.

      O surgimento e consequente implementação da responsabilidade social empresarial nesta zona do mundo é um paradigma que acabou, de acordo com a especialista, por gerar “novas leis e regulamentos sob as novas concessões, com um especial enfoque na integração aprofundada com Hengqin e outras cidades da área da Grande Baía”. “Hengqin tem, de facto, uma valiosa parte de recursos para Macau”, constatou a presidente da MICSRGC.

      Assim, desenvolver estruturas de gestão ambiental, social e corporativa envolventes e discutir as oportunidades e desafios que as empresas enfrentam ao implementar estratégias de gestão ambiental, social e corporativa dentro do distinto cenário sociocultural e económico de Macau é, na opinião de Sandy Sio, o caminho a percorrer. Mas como fazê-lo? “Existe uma forte colaboração entre as PME locais e os residentes do território, e isso é muito importante, principalmente no apoio aos negócios locais. Por isso, políticas sustentáveis são sempre bem-vindas e é por aí que devemos trilhar o nosso caminho”, notou.

      Recorde-se que recentemente o Instituto Ricci divulgou um estudo em torno do conceito de Administração Ética. O documento, da autoria de Carlos Noronha e Jenny Guan, académicos ligados ao MICSRGC, e do padre Stephan Rothlin, director do Instituto Ricci, conclui que há ainda muito trabalho a fazer nas escolas, em prol da educação de novas gerações, e promocional junto de empresas e associações, para que compreendam e possam implementar o conceito, surgido no Reino Unido. “Temos de explorar mais junto das escolas e junto das crianças. Junto dos adultos temos promovido actividades presenciais e online para promover o conceito e, igualmente, vamos procurar trabalhar em conjunto com outras entidades, dentro e fora de Macau, para evoluir”, destacou Sandy Sio.