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      Musicais da Broadway, do West End de Londres e mais peças de topo na agenda cultural do IC  

      Os espectáculos musicais da Broadway e do West End de Londres, e peças de dança e de teatro a nível internacional, estão na lista de trabalhos do Governo para desenvolver as actividades artísticas e culturais em Macau. O Instituto Cultural assegura que irá dar início a mais projectos culturais, quer da sua iniciativa, quer em cooperação com as operadoras de jogo. Por outro lado, o Fundo de Desenvolvimento da Cultura financiou no ano passado quase 1.500 eventos culturais, envolvendo cerca de 138 mil pessoas.

       

      O Instituto Cultural (IC) pretende, a partir deste ano, convidar os musicais da Broadway e do West End de Londres, bem como peças de dança e de teatro internacionais de topo, para apresentarem em Macau, convidando também artistas do estrangeiro para se deslocarem ao território para participarem em programas e eventos artísticos e culturais locais.

      Entre o planeamento para melhor fazer progredir as actividades artísticas e culturais está ainda o reforço da cooperação com as empresas, com as quais as autoridades vão replanear e promover a organização do Desfile Internacional de Macau e outros eventos festivos, convidando mais equipas internacionais para o evento. O organismo vai enviar novamente convite aos resorts integrados e empresas de lazer e turismo e vários consulados-gerais estrangeiros em Hong Kong e Macau, no âmbito da participação no evento “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau”, que se realiza este ano.

      A agenda de trabalhos do IC foi avançada em resposta a uma interpelação escrita de Ho Ion Sang, na qual o deputado questionou a introdução de mais espectáculos culturais de renome mundial para tornar os conteúdos dos eventos culturais em Macau mais diversificados e internacionais.

      “O IC tem realizado grandes eventos festivos e artísticos trazendo a Macau espectáculos, programas culturais internacionais e exposições de alta qualidade, criando novas marcas do turismo cultural de Macau”, reiterou.

      Realçou ao mesmo tempo que, ao abrigo dos contratos de concessão para a exploração do jogo, as operadoras comprometeram-se a investir no desenvolvimento de mais projectos culturais de alta qualidade nos próximos dez anos, compreendendo a realização de espectáculos de entretenimento de renome internacional, bem como eventos artísticos e culturais de nível mundial. “Procura-se elevar a imagem cultural de Macau, proporcionando suporte eficiente para o desenvolvimento quer do empreendimento cultural, quer das indústrias culturais”, apontou.

      Leong Wai Man, presidente do IC, disse ter criado diversos projectos integrados de turismo e cultura através da revitalização de zonas como na Antiga Fábrica de Panchões Iec Long, onde foram instalados pontos de Busking e locais para eventos culturais e artísticos, e serão criadas instalações de diversão e aventura para famílias e uma cafeteria.

      Já os Estaleiros Navais de Lai Chi Vun deverão abrir ao público este ano. As autoridades culturais prometem assim explorar mais “experiências inovadoras que reflectem a característica de Macau”, acreditando ainda que as empresas de turismo e lazer vão dedicar-se a mais planos de revitalização, em alinhamento com os requisitos do Governo de desenvolvimento turístico de bairros comunitários.

      Por outro lado, segundo a resposta, o Fundo de Desenvolvimento da Cultura acompanhou no ano passado, durante a pandemia, 230 projectos culturais, prestando apoio financeiro à organização de 1.453 actividades culturais. Nos eventos foram registadas 8.557 participações de trabalhadores do sector, abrangendo um público de 138.862 pessoas.

      Relativamente ao Plano de apoio financeiro para a revitalização de edifícios históricos, que foi lançado no ano passado e que prevê projectos de revitalização das Vivendas de Mong-Há, está previsto que o processo de apreciação e aprovação seja concluído no segundo trimestre deste ano.

      Este ano houve 11 projectos candidatos, apresentados pelas instituições artísticas e artistas da RAEM, que foram seleccionados pelo Fundo Nacional das Artes da China. Neste caso, o Fundo vai prestar o devido apoio financeiro complementar às respectivas equipas de Macau para avanço do projecto.