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      InícioCulturaFundação Rui Cunha apresenta “Chakra Illussion Utopia”, de Alley Leong

      Fundação Rui Cunha apresenta “Chakra Illussion Utopia”, de Alley Leong

       

      A Fundação Rui Cunha inaugurou ontem, dia 30 de Maio, pelas 18h30, a exposição individual de pintura “Chakra Illusion Utopia”, da autoria de Alley Leong, uma jovem artista local que descobriu o seu talento na indústria das tatuagens, onde começou a trabalhar, desenvolvendo a sua técnica profissional entre Macau e Hong Kong.

      A mostra reúne 24 pinturas a óleo sobre tela, aguarelas e tinta acrílica, no traço detalhado das tatuagens e nas cores vivas dos chakras, que transmitem a sua paixão pelo desenho cromaticamente saturado, evocando imagens oníricas do mundo fantástico e espiritual. “A primeira vez que conheci Alley Leong, a sua pele estava coberta de várias tatuagens, como se fosse uma roupa a vestir o seu corpo. O corpo não afectou o seu potencial criativo e desempenho, mas preencheu cada um de seus gestos com energia vital e espiritualidade. Ela diz abertamente: ‘Desde a infância, fui extremamente introvertida por causa da minha aparência, e fui muito rebelde na adolescência. Foi só depois de começar a aprender a tatuar, que comecei a ter contacto com a arte e a transformar aos poucos a minha mentalidade’. A pintura tornou-se uma forma de ela se expressar e explorar a vida”, explica Heidi Ng, curadora da exposição, citada por uma nota de imprensa.

      Foi como tatuadora que Alley Leong começou a ver reconhecido o seu dom para o desenho e a pintura de cores vibrantes, o que viria a ter um impacto profundo nas suas criações posteriores. Foi capa da publicação francesa Tatouage Magazine, onde pousou semi-despida, revelando as tatuagens que lhe cobrem, quase por inteiro, o corpo. Durante a pandemia voltou a viver em Macau, embarcando formalmente na jornada para se tornar artista.

      Nesta sua exposição de estreia a solo, que fica patente até dia 10 de Junho, a artista escolheu o tema das cores dos chakras humanos e da autoconsciência interior, usando sete cores para representar a energia das imagens ou objectos. “No processo criativo, ela procurou a inspiração no subconsciente e transformou-a em símbolos e imagens nas suas obras. Esse estado, semelhante à meditação, permitiu que ela se aprofundasse no subconsciente e comunicasse com o seu mundo interior. A criatividade foi maximizada e ela adquiriu uma compreensão mais profunda das suas crenças, aprimorando assim o nível artístico”, considera ainda a curadora.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau