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      InícioSociedadeAlbano Martins pretende abrir centro de acolhimento para animais em Portugal

      Albano Martins pretende abrir centro de acolhimento para animais em Portugal

      Está em marcha a criação de um centro de acolhimento e tratamento de animais em risco no Alentejo, em Portugal. A ideia é de Albano Martins, presidente honorário da Anima – Sociedade Protectora dos Animais de Macau, que está a trabalhar no projecto que, neste momento, tem o nome provisório de Centro Internacional para Animais em Risco (CIAR), porque o economista ainda aguarda uma palavra final quanto à sua viabilidade, e será gerida pela Anima – Sociedade Protectora dos Animais de Portugal, independente da Anima em Macau. Actualmente a viver em Évora, depois de anos a residir em Macau, Albano Martins referiu ao PONTO FINAL que o novo desafio não deverá passar apenas pelo acto de cuidar de animais abandonados ou maltratados, mas igualmente “pelo estabelecimento de esquemas de cooperação nacional e internacional com organizações de protecção e resgate de animais, formais ou mesmo informais”. O projecto, referiu o português ao nosso jornal, “irá passar por uma análise de viabilidade e, depois de preparado, pelo escrutínio de muita gente para obter a sua opinião e cooperação”. “Terminado esse processo e se as coisas correrem bem, avança-se para a angariação de fundos de apoio à construção e equipamento e obtenção de espaço – 10 a 50 hectares de terra – e fundos para o primeiro e segundo anos de actividade, criação de postos de trabalho e angariação de voluntariado nacional e internacional”, referiu.

      Ligado à ANIMA e à protecção animal desde sempre, o economista considera que o desafio é grande, até porque, como relembra, perdeu uma vista em Macau, durante uma cirurgia complicada, pouco tempo antes de voltar para Portugal. “Será ainda um grande desafio para mim depois que perdi uma vista, na medida em que as minhas capacidades estão hoje muito limitadas. Basta ver que a campanha para acabar com as corridas de galgos em Portugal, também liderada por mim e por duas outras organizações, uma portuguesa e outra americana, está parada apesar de termos dezenas de milhares de assinaturas de apoio. Estou a tentar dar psicológica e fisicamente a volta, mas não é garantido que o consiga”, lamentou, ele que viveu 40 anos em Macau, 18 em Angola e 16 em Portugal. Explicou ainda Albano Martins, que tudo isto “não será a correr para amanhã”. “Como se diz em gestão, será devidamente estudado e planeado, organizado, liderado e controlado. Caso contrário teremos um armazém de animais, como há infelizmente em muitos sítios, que não será bom nem para eles nem para a causa”, enfatizou.