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      InícioSociedadeIlha da Felicidade e Aterro da Amizade

      Ilha da Felicidade e Aterro da Amizade

      Uma ilha entre a península de Macau e a Taipa. Foi esta a ideia que Manuel Vicente teve em 2004 para dar resposta ao crescimento da Taipa através de aterros que iam desfigurar a sua configuração original. A “Ilha da Felicidade” tinha a particularidade de ter um jardim urbano com o comprimento do Central Park, em Nova Iorque. A par da ilha, havia também o objectivo de criar um “Aterro da Amizade”, um ‘business district‘ que iria reflectir a topografia da região. Estes foram mais doisprojectos do “arquitecto de Macau” que não saíram do papel.

      Em 2004, Manuel Vicente idealizou uma ilha entre a península de Macau e a Taipa – a “Ilha da Felicidade”. Este projecto, que acabou por não sair do papel, previa um jardim urbano, um centro de congressos e um hospital, por exemplo.

      Francisco Teixeira Bastos foi quem descreveu o projecto ao PONTO FINAL. “Em 2004, também com o Rui Leão, começamos a discutir de que forma é que se poderia reagir ao aumento da ilha da Taipa já se pressentia que a ilha da Taipa iria crescer com aterros que iam desfigurar a linha original. A grande resposta seria criar uma ilha que reconhecesseo canal das águas profundas e criasse um novo lugar, uma nova realidade“, explicou Teixeira Bastos.

      Esta “Ilha da Felicidade” tinha uma particularidade: rectângulo verde do comprimento do Central Park de Nova Iorque – “era uma ilha com um jardim urbano”. Além disso, havia espaço também para um centro de congressos, um hospital universitário, hotéis de luxo e uma escola internacional, por exemplo.

      O projecto foi pensado no âmbito de um conjunto de ideias de Manuel Vicente para a estratégia de desenvolvimento global de Macau. “A ideia do Manuel Vicente em relação à identidade local era que todas as propostas de transformação devem ter em vista o entendimento do local onde se implantam“, comentou Francisco Teixeira Bastos.

      A “Ilha da Felicidade” surge também na sequência do “Aterro da Amizade”, uma zona que seria recuperada ao mar ao largo do Porto Exterior. Ali, segundo o plano de Manuel Vicente, nasceria um ‘central business district‘. Este projecto, que acabou também por não sair do papel, reflectia a topografia de Macau, já que seria o sítio onde iria ter a Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e a primeira imagem de Macau para quem vinha de Hong Kong.

      Manuel Vicente era extraordinariamente visionário. Não só criava estratégias de ocupação como arquitecturas que faziam uma cidade que se projectava para o futuro“, sublinhou Francisco Teixeira Bastos.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau