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      InícioGrande ChinaDeclínio populacional sinaliza que ascensão da China “não é inevitável”

      Declínio populacional sinaliza que ascensão da China “não é inevitável”

      O grupo de reflexão Brookings Institution considerou ontem que a perda do título de nação mais populosa do mundo pela China tem “significado geopolítico”, ao sinalizar ao Ocidente que a ascensão do país “não é inevitável”.

      Segundo o grupo de reflexão Brookings Institution, a perda do título de nação mais populosa do mundo por parte da China tem “significado geopolítico”, ao sinalizar ao Ocidente que a ascensão do país “não é inevitável”. “Qualquer sentimento derrotista do Ocidente face à ascensão económica e estratégica da República Popular da China deve ser temperado pelas muitas limitações que afectam o país, a começar pela demografia”, escreveu Michael E. O’Hanlon, diretor de pesquisa sobre política externa do ‘think tank’ Brookings Institution, que tem sede em Washington.

      A China registou o primeiro declínio populacional em mais de meio século, em 2022, quando perdeu cerca de 850 mil pessoas, e, no mês passado, foi ultrapassada pela Índia como a nação mais populosa do mundo, segundo projecções da ONU.

      Desde que, em 2016, abandonou a política do filho único, que vigorou ao longo de mais de 30 anos, a China tem procurado encorajar as famílias a terem um segundo ou até terceiro filho, mas com pouco sucesso, face ao alto custo de vida, nomeadamente com a saúde e educação das crianças, e uma mudança nas atitudes culturais, que privilegiam famílias menores.

      O rápido envelhecimento da população do país asiático, cujo trepidante crescimento económico das últimas décadas foi impulsionado pelo dividendo demográfico, “enfraquece a noção de que o tempo está do lado da China”, sublinhou Michael E. O’Hanlon.

      A população chinesa em idade ativa, que atingiu o pico em 2011, quando se fixou em mais de 900 milhões de pessoas, deve cair quase 25%, para cerca de 700 milhões, em meados deste século, segundo diferentes estimativas. Os trabalhadores chineses vão ter então de sustentar quase 500 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, em comparação com 200 milhões actualmente.

      “Os desafios da segurança social dos Estados Unidos parecem um piquenique político em comparação”, argumentou o analista, acrescentando que os dados demográficos devem “temperar estimativas sobre quando a China poderá usar a força para tentar reunificar Taiwan ou se os Estados Unidos devem efectuar uma deslocação estratégica mais ampla na região do Indo-Pacífico”.

      “A China é, e será, uma potência formidável e perigosa”, ressalvou O’Hanlon. “Mas, a sua ascensão a uma posição hegemónica na primeira ou segunda metade do século XXI não é uma inevitabilidade histórica”. “O poder chinês é limitado a curto e médio prazo pela preeminência militar e tecnológica dos Estados Unidos e os seus aliados, e, a longo prazo pela demografia e pela escassez de recursos”, apontou. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau