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      China restringe utilização de semicondutores da fabricante norte-americana Micron

       

      A China anunciou ontem que vai proibir as empresas de infraestrutura crítica de comprar semicondutores à Micron Technology, alegando que a fabricante norte-americana representa “graves riscos para a segurança da rede” do país.

      A Administração do Ciberespaço da China anunciou que a empresa, a maior fabricante de ‘chips’ de memória dos Estados Unidos, “representa riscos significativos para a segurança da infraestrutura das cadeias de fornecimento de informação crítica”. O regulador chinês ordenou que “os operadores de infraestrutura nacional crítica” parem de comprar produtos à Micron. A medida surge depois de uma investigação de sete semanas à empresa, amplamente vista como uma retaliação contra os esforços dos EUA para restringir o acesso da China a tecnologias importantes.

      Em Outubro passado, Washington introduziu amplos controlos sobre a exportação de semicondutores, em coordenação com os Países Baixos e o Japão.

      O Departamento de Comércio dos EUA disse que se opõe à decisão do regulador chinês, alegando que “não é baseada em factos”. “Esta acção, juntamente com outros ataques recentes a outras empresas norte-americanas, é inconsistente com as afirmações da República Popular da China de que está a abrir os seus mercados e está comprometida com uma estrutura regulatória transparente”, apontou o Departamento de Comércio, em comunicado.

      A agência disse que ia procurar um esclarecimento junto das autoridades chinesas. Também vamos dialogar com aliados e parceiros importantes para garantir que estamos bem coordenados para lidar com as distorções do mercado de ‘chips’ de memória causadas pelas ações da China”, acrescentou.

      Analistas consideraram que a Micron é um primeiro alvo óbvio para Pequim, já que se trata de uma tecnologia mais facilmente substituída pelos ‘chips’ produzidos pelos concorrentes sul-coreanos Samsung e SK Hynix. No mês passado, a Casa Branca pediu à Coreia do Sul que exortasse os fabricantes de ‘chips’ a não preencher nenhuma lacuna de mercado na China se a venda de produtos da Micron fosse restringida.

      Os centros de dados são um cliente particularmente importante para os semicondutores da Micron.

      A decisão de Pequim ocorre um dia depois de os líderes do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7) terem repreendido a China, durante uma cimeira no Japão, condenando o histórico de violações dos Direitos Humanos, políticas económicas coercivas e crescente assertividade militar nos mares do leste e do sul da China.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau