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      InícioSociedadeEdifício do Fórum para a Cooperação entre a China e os Países...

      Edifício do Fórum para a Cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa

      O conjunto proposto destinava-se a uma área nobre da cidade de Macau, numa zona de grande visibilidade de fácil acesso, junto à Praça de Nam Van onde ocorrem numerosas actividades lúdicas e de entretenimento ligadas à vertente multicultural da cidade e que, este conjunto edificado, iria exponenciar. Uma localização de excelência, acrescente-se, por se encontrar junto a emblemáticos edifícios do poder local: Assembleia Legislativa e Tribunal de Última Instância.

      Em cumprimento do programa do concurso, o conjunto edificado articulava-se em dois volumes com cotas altimétricas diferentes e diferentes simbolismos, que se iriam juntar numa área comum.

      O volume A – mais elevado, situado a poente iria concentrar as áreas expositivas e as sedes das organizações ligadas ao intercâmbio cultural e comercial entre os diversos países.  Os diversos níveis, na sua pluralidade, de alguma forma representavam os países de língua portuguesa.

      O volume B – com maior área de implantação, iria albergar no seu interior a grande sala das reuniões ministeriais do Fórum, bem com as dependências afectas a esta funcionalidade. Pela sua envergadura simbolizava o Poder Central, polarizador.

      Entre os dois volumes A e B uma grande nave envidraçada Crepresentava Macau, tal o caudal de um rio, o Rio das Pérolas, que faz a união e a interligação entre os povos e as culturas que compõem o universo dos países de língua portuguesa.

      Esta área comum iria interligar os volumes antes mencionados criando entre eles uma significativa relação de simbiose que tem a ver com o carácter fortemente simbólico que aqui se projectava: o de ter um edifício ponto de encontro cultural e económico, espelhando o relacionamento que ao longo de vários séculos tem alimentado as trocas comerciais entre os falantes de língua portuguesa e entre estes e a grande China, com base em Macau.

      Para além de toda a carga simbólica que a forma arquitectónica evidencia, a proposta assentou também em princípios de sustentabilidade ecológica, conseguindo-se um desenho contemporâneo e vanguardista que tirava partido da sua localização e significado.

      Maria José de Freitas

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau