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      InícioGrande ChinaLei da segurança nacional “criminalizou a identidade de Hong Kong”, diz académico

      Lei da segurança nacional “criminalizou a identidade de Hong Kong”, diz académico

       

      Um académico de Hong Kong considerou que a lei de segurança nacional imposta por Pequim em 2020 “criminalizou qualquer expressão da identidade” daquela região chinesa “para o bem e para o mal”.

       

      Professor da Universidade de Hong Kong (HKU, na sigla em inglês), Daniel Vukovich disse numa conferência que os protestos pró-democracia de 2019 ficaram manchados por “uma violenta deriva para a xenofobia e a anti-imigração”. Mas o norte-americano defendeu que mesmo o tradicional campo democrata de Hong Kong, considerado moderado, “sempre teve um sentimento anti-República Popular da China”, marcado pela “demonização da China continental”.

      Vukovich, autor de um livro sobre os primeiros 20 anos de Hong Kong sob administração chinesa, disse que, após “os protestos mais transmitidos e televisionados da história”, a população “tem de desenvolver novas formas de identidade”.

      Na mesma conferência, um outro professor de teoria política da HKU, Daniel Bell, apontou que na altura dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, “havia uma dupla identidade: orgulhosamente de Hong Kong e orgulhosamente chinês”.

      As autoridades chinesas acusaram “forças externas” de estarem por trás dos protestos pró-democracia de 2019, mas Daniel Vukovich sublinhou que “é demasiado fácil apontar à imprensa e a financiamento estrangeiros”. O académico defendeu que os protestos se deveram a “descontentamento que nasceu das próprias contradições internas de Hong Kong e da sua relação com a China”.

      Também o director adjunto do Departamento de Direito da HKU defendeu que, mesmo no pico das manifestações, “havia uma terceira via: pessoas que eram a favor do direito a protestar, mas contra a anarquia e a violência”.

      Simon Young apontou como prioridades para o futuro de Hong Kong cultivar “a capacidade de falar sobre política sem ódio” e desenvolver “formas de manter participação social” apesar de reformas eleitorais.

      Em 2021, Hong Kong alterou as leis eleitorais, com uma redução da capacidade de voto do público e um aumento do número de legisladores pró-Pequim que tomam decisões para a cidade.

      No final de Abril, o líder da região, John Lee, anunciou planos para reformar o último grande órgão de representação política, maioritariamente composto por representantes eleitos pelo povo.

      A corrida para os lugares de representante distrital da cidade não é normalmente alvo de grande atenção internacional, uma vez que os conselheiros se ocupam principalmente de assuntos municipais. Mas a eleição assumiu uma importância simbólica depois de o campo pró-democracia da cidade ter obtido uma vitória esmagadora nas últimas eleições, no auge dos protestos antigovernamentais em 2019. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau