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      China com aumento de 8,5% nas exportações e queda de 7,9% nas importações em Abril

       

      As exportações chinesas cresceram 8,5% em Abril, para 295,4 mil milhões de dólares, enquanto as importações caíram 7,9% para 205,2 mil milhões de dólares, foi ontem divulgado.

       

      O aumento homólogo das exportações em abril ocorre apesar da queda na procura global por bens de consumo. Já em março, as exportações do país asiático registaram um crescimento homólogo de 14,8%.

      As importações encolheram 7,9%, em abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas. Em março, a queda foi de 1,4%. O comércio com os Estados Unidos e a União Europeia contraiu-se, em comparação com o ano passado.

      O excedente comercial da China em Abril aumentou 82,3%, em relação ao mesmo período de 2022. No conjunto dos primeiros quatro meses do ano, as exportações aumentaram 2,5%, em relação ao mesmo período de 2022, para 1,12 bilião de dólares, informou a Administração Geral das Alfândegas da China. As importações contraíram 7,3% para 822 mil milhões de dólares. Os analistas preveem, no entanto, que as exportações enfraquecerão este ano.

      A procura global caiu após o aumento das taxas de juro pela Reserva Federal dos Estados Unidos e pelos bancos centrais da Europa e da Ásia, visando travar a inflação galopante, que atingiu o nível mais alto em várias décadas.

      Os fabricantes chineses dizem que os novos pedidos e os pedidos de exportação caíram em Abril, em relação ao mês anterior, de acordo com uma pesquisa conjunta do Gabinete Nacional de Estatísticas e da Federação Chinesa de Logística e Compras.

      O Governo estabeleceu a meta oficial de crescimento económico para este ano em “cerca de 5%”, acima da expansão de 3% registada no ano passado, que foi a segunda mais lenta desde a década de 1970. Alguns economistas elevaram as previsões de crescimento para perto de 6% após os dados do comércio inesperadamente fortes de Março.

      O comércio também foi prejudicado pela tensão entre Pequim e Washington e pelas restrições impostas pelos Estados Unidos no fornecimento às empresas chinesas de ‘chips’ semicondutores e outras tecnologias, como parte de uma longa guerra comercial e tecnológica. As fábricas chinesas montam a maioria dos telemóveis e outros produtos electrónicos do mundo.

      As exportações para os EUA caíram 6,5% para 43 mil milhões de dólares, em comparação com o mesmo período do ano passado, e as importações contraíram 2,9% para 13,3 mil milhões de dólares, em Abril. O excedente comercial da China com os EUA encolheu 7%, para 29,7 mil milhões de dólares.

      O comércio com a Europa também contraiu. As exportações para a União Europeia caíram 17,7% em abril, em relação ao mesmo período do ano passado, para 44,7 mil milhões de dólares. As importações contraíram 38,6%, para 23,4 mil milhões de dólares. O excedente comercial da China com a UE cresceu 31,5%, para 21,3 mil milhões de dólares.

      As importações chinesas de produtores asiáticos de ‘chips’ e outros componentes eletrónicos estão também a enfraquecer, de acordo com o analista Simon Knapp, da consultora Oxford Economics.

      Simon Knapp observou que as exportações da Coreia do Sul para a China caíram quase 30%, no primeiro trimestre de 2023, em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as exportações sul-coreanas para o resto do mundo caíram apenas 7%.

      “As empresas da região estão a responder ao deteriorar do estado das relações EUA – China”, disse Knapp. “É provável que as empresas chinesas ajustem as suas estratégias de compra em resposta a essas tensões e às prioridades do seu próprio Governo”, acrescentou.

      Uma campanha lançada este mês pelas autoridades chinesas tem como objetivo aumentar o comércio, através da melhoria dos serviços de logística e redução dos custos para exportadores em 17 cidades, incluindo Pequim e Xangai.

      O Partido Comunista prometeu, numa reunião em 28 de Abril, promover a recuperação económica e “expandir a procura” interna, o que pode sustentar as importações de petróleo, alimentos e bens de consumo. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau