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      Início Política Duas Sessões deste ano foram "especialmente importantes”, diz Liu Xianfa

      Duas Sessões deste ano foram “especialmente importantes”, diz Liu Xianfa

      Liu Xianfa, comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China na RAEM, fez, na tarde de ontem, um balanço sobre os trabalhos das Duas Sessões e destacou a importância das reuniões de Pequim. O comissário falou sobre as características daquilo a que as autoridades chinesas chamam de “democracia de processo integral”, aplaudiu os resultados económicos anunciados pelo Governo chinês e elogiou o “caminho da China em direcção à modernização”.

      Liu Xianfa, comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da China em Macau, realizou ontem à tarde uma apresentação sobre as Duas Sessões – a reunião da Assembleia Popular Nacional (APN) e da Conferência Consultiva Política Popular Chinesa (CCPPC) – que se realizaram em Pequim no início do mês. O ‘briefing’ teve como destinatários membros da comunicação social portuguesa e inglesa, membros do Fórum Macau e representantes da Câmara de Comércio Europeia em Macau. Estiveram presentes também, por exemplo, Carlos Cid Álvares, presidente do BNU, e Alexandre Leitão, cônsul de Portugal em Macau.

      Na apresentação, Liu Xianfa começou por explicar os procedimentos das Duas Sessões e sublinhou a sua importância. Para o comissário do MNE chinês, as Duas Sessões deste ano foram “especialmente importantes”, dada a reeleição de Xi Jinping enquanto Presidente do país e depois de realizado o 20.º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, que aconteceu no fim do ano passado.

      Sublinhando a “representatividade” dos representantes da APN, Liu Xianfa frisou o que tem vindo a ser dito pelas autoridades do país, que a China segue o caminho para o “desenvolvimento político socialista com características chinesas” e que a China tem uma “democracia de processo integral”.

      Durante a apresentação, o comissário falou também sobre aquilo que considera serem as “difíceis conquistas que a China conseguiu em 2022″: um crescimento económico de 3%, a criação de mais 12 milhões de postos de trabalho urbanos e uma taxa de desemprego de 5,5%, por exemplo. Por outro lado, Liu destacou os “maiores sucessos” do Governo chinês ao longo dos últimos cinco anos, que vão desde o aumento do PIB em 121 triliões de yuan ao crescimento económico a um ritmo de 5,2% por ano. Além disso, o comissário do MNE aplaudiu o facto de o Governo chinês considerar que já ganhou a luta contra a pobreza na China.

      Liu Xianfa também repetiu os objectivos para 2023 já anunciados pelas autoridades do país, salientando que a meta de crescimento do PIB para este ano está fixada nos 5% e que o Executivo de Xi Jinping pretende criar mais 12 milhões de novos postos de emprego em áreas urbanas.

      Sobre a reeleição de Xi Jinping como Presidente, o comissário também reiterou aquilo que é dito pelas autoridades do país: “[A reeleição] reflecte a vontade comum do partido, das forças armadas, da população chinesa e de todos os grupos étnicos. Isto também mostra totalmente o alto grau de unidade entre a vontade do partido, da população e do Estado. É aquilo que o partido e a população esperam”.

      O comissário do MNE sublinhou ainda “a importância do caminho chinês para a modernização”. Na opinião de LiuXianfa, “alcançar a modernização num país de mais de 1,4 mil milhões de pessoas será um feito sem precedentes na história da humanidade”. Este caminho chinês para a modernização “oferece soluções para muitos desafios enfrentados pelo desenvolvimento humano” e “quebra o mito de que a modernização é igual à ocidentalização”.

      Liu Xianfa falou também nas visitas do Presidente Xi Jinping realizadas este ano, nomeadamente a Moscovo, que está a decorrer agora. O comissário repetiu o que já foi dito por Xi acerca do encontro com Vladimir Putin, ou seja, que serve para “consolidar e desenvolver” as relações China-Rússia e que os dois países trabalham para “uma melhor democracia nas relações internacionais”.

      O responsável lembrou também que o Partido Comunista da China vai criar um órgão para fiscalizar a aplicação das suas políticas em Macau e Hong Kong. Este Gabinete Central de Trabalho para Hong Kong e Macau estará encarregue de concretizar os planos de Pequim para os territórios.