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      “Não existem directrizes claras e unificadas sobre o uso de máscaras”, alerta Coutinho

      José Pereira Coutinho advertiu para as directrizes pouco claras sobre o uso de máscaras. Numa interpelação escrita, o deputado alertou também que ainda há companhias aéreas portuguesas a impedir que as pessoas embarquem em voos para Macau sem certificado negativo de teste de antigénio.

      Coutinho quer que o Governo clarifique as normas para o uso de máscara. Numa interpelação escrita endereçada na segunda-feira ao Governo, o deputado assinalou que, apesar do fim das restrições, a pandemia “deixou um forte rescaldo psicológico” a todos os residentes e “o uso de máscaras tornou-se uma das sequelas mais graves da epidemia”.

      “Durante três anos, o uso de máscaras tem tido um efeito insidioso na vida quotidiana das pessoas, e embora tenha ajudado a proteger contra a Covid-19 e outros vírus, tem tido muitos efeitos negativos. O aspecto negativo mais significativo é que a máscara se tornou uma barreira à comunicação e ao psicológico entre as pessoas, dificultando gravemente a sua interacção interpessoal”, afirmou o deputado eleito pela via directa.

      Pereira Coutinho assinalou que o uso de máscaras pode dificultar o desenvolvimento do sistema respiratório das crianças e, por isso, disse que “é importante que os departamentos governamentais analisem, sob uma perspectiva científica, a necessidade de as crianças usarem máscaras”.

      O presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) avisou que “os regulamentos do Governo de RAEM sobre o uso de máscaras são vagos e confusos” e “não existem directrizes claras e unificadas sobre o uso de máscaras”.

      Coutinho afirmou que “as máscaras atraem um grande número de germes ambientais e a sua remoção repetida só irá aumentar os riscos de higiene” e, por isso, “o departamento responsável pela política de saúde deve clarificar as directrizes de higiene para evitar riscos desnecessários para a saúde causados pelas actuais directrizes pouco claras, e para permitir ao público em geral, às empresas e aos departamentos públicos lidar com questões de prevenção de epidemias de acordo com as directrizes de higiene”.

      Assim, na interpelação, o deputado perguntou quando é que o Governo vai voltar a emitir regras gerais sobre a prevenção de epidemias, “a fim de evitar a confusão e a desorientação do público em resultado das políticas distintas existentes em vários lugares, que podem afectar o desenvolvimento saudável das crianças”.

      Por outro lado, na interpelação o deputado abordou também as medidas de entrada e saída da região e lançou críticas dizendo que “Macau, que abriu a sua fronteira com o interior de China antes de Hong Kong, está atrasado em relação a Hong Kong na melhoria das políticas de entrada e saída relevantes, e não se ouviu as autoridades de Macau anunciar a abolição do formulário de declaração de saúde com o interior da China”.

      Além disso, o deputado denunciou que há cidadãos que, quando embarcam em Portugal em direcção a Macau, a companhia aérea pede um certificado negativo de teste de antigénio, ainda que já não seja necessário. “Terá o Governo da RAEM assegurado que a política mais recente seja transmitida a todas as companhias aéreas, de modo a evitar que residentes ou passageiros encontrem dificuldades ao embarcar em voos?”, questionou Coutinho.

      Por fim, Coutinho indicou que, depois do fim das restrições, as instalações fronteiriças não satisfazem as necessidades dos residentes e dos turistas, e pergunta se o Executivo tem algum plano para melhorar as instalações nos postos fronteiriço das Portas do Cerco e de Qingmao, acrescentando mais sistemas pedonais e comunicar com as Alfândegas do interior da China.