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      Nova escola internacional Gerações será a mais cara de Macau

      Um comparativo realizado pelo PONTO FINAL, e de acordo com os valores actualmente disponibilizados nas páginas oficiais das escolas na Internet, uma propina anual de jardim de infância na Gerações, sem o subsídio da DSEDJ para residentes, custará 126 mil patacas. A nova escola internacional, que se espera abra portas no próximo ano lectivo, destrona assim a TIS que cobra, anualmente, 100 mil patacas como propina nos seus jardins de infância. Analisámos ainda a Escola das Nações, o Colégio Anglicano de Macau e a Escola Portuguesa de Macau.

      Tem sido anunciada como uma escola que se propõe a contribuir para o desenvolvimento de cidadãos com uma mente aberta, que sejam criativos e solidários, capazes de se envolverem numa aprendizagem contínua e flexível. A Gerações – Escola Internacional, fundada pela Associação do Colégio Internacional Sino-Luso de Macau (ACSLIM) e integrada na rede SISU SCHOOLS, será, ao que tudo indica e a partir do próximo ano lectivo, a escola mais cara de Macau.

      Um périplo pelas páginas oficiais de algumas das escolas internacionais de Macau revela valores de propinas anuais diversos e, naturalmente, regalias e actividades igualmente diversas de acordo com o valor pago. Resolvemos inserir a Escola Portuguesa de Macau (EPM) no comparativo apenas para termos uma noção de extremos e porque é uma instituição de ensino ligada há muitos anos à comunidade portuguesa residente no território.

      Assim, a nova instituição de ensino, que ficará sediada no Aterro da Concórdia, em Coloane, terá apenas, numa primeira fase, ensino infantil, vulgarmente também chamado de jardim de infância ou infantário, e ensino primário do 1.º ao 3.º ano.

      Para o primeiro caso, a propina anual é de 126 mil patacas por ano e inclui lanches para o jardim de infância, materiais para as aulas de Artes Visuais e outros itens utilizados nas aulas. Já no ensino primário, a propina anual será de 138 mil patacas e não inclui – conforme a Gerações faz questão de sublinhar – livros didáticos, transporte em autocarro escolar e almoço. De notar, ressalva a escola, que “os almoços dos alunos do jardim-de-infância serão servidos na sala de aula, e os alunos podem optar por trazer o almoço de casa ou por comprar o da escola”.

      A Escola Internacional de Macau (TIS, na sigla inglesa) até agora considerada a escola mais onerosa do território, passará a ser, a partir do ano lectivo 2022/2023 – se não aumentar as suas propinas – a segunda escola mais cara. A TIS cobra, actualmente, 100 mil patacas por ano aos estudantes do jardim de infância, 115 mil aos estudantes do ensino primário do 1.º ao 3.º ano e 125 mil patacas aos encarregados de educação que tenham os filhos do 4.º ao 6.º ano.

      De acordo com a escola, as anuidades “incluem manuais e apostilhas, materiais educativos online, materiais para artes e trabalhos manuais, seguro, todas as visitas de campo dentro de Macau, lanches para o jardim de infância e exames no estrangeiro para o ensino secundário”, sendo que, sublinha a TIS, qualquer custo adicional “pode ser pago para aulas tutoriais e suporte individual, viagens de campo durante a noite e materiais de aprendizagem adicionais”.

      Actividades extracurriculares, liderança e produção, equipas desportivas podem incorrer em custos adicionais de participação. Os almoços e o autocarro escolar também são pagos à parte.

      A Escola das Nações fechará o pódio das escolas mais caras de Macau. Para o seu jardim de infância a instituição está a cobrar, este ano, uma propina anual de 73.800 patacas. No ensino considerado primário ou básico (do 1.º ao 6.º ano), a escola cobra 95.100 patacas, anualmente.

      Diz a instituição de ensino que as propinas servem “para financiar programas educacionais de alto nível, contratar e reter professores e funcionários talentosos, bem como manter um campus seguro que facilite a aprendizagem”. A Escola da Nações recorda que “é uma entidade sem fins lucrativos que existe apenas para fornecer educação aos alunos”, pelo que “qualquer excesso de receita é reinvestido para melhorar a educação”. “Pelo menos 70% da nossa receita é usada para salários e benefícios dos professores, com os 30% restantes usados para apoiar o processo de aprendizagem através de necessidades como materiais didácticos, custos de laboratório, funções administrativas, limpeza e manutenção das instalações”. Diga-se que isto é aplicável a todas as escolas escolhidas para este comparativo.

       

      FORA DO TOP 3

       

      Inserida na rede governamental de escola, o Colégio Anglicano de Macau (MAC, na sigla inglesa) é também uma escola particular. Para o jardim de infância, o MAC cobra, anualmente, de 51 a 53 mil patacas. Já no ensino primário, que vai do 1.º ao 6.º ano, a propina varia de 56 a 65 mil patacas por ano. Mas estes valores são fixos para quem é não residente. A escola é completamente gratuita para os residentes de Macau desde o último ano do jardim de infância até ao sexto ano de escolaridade. As taxas escolares estão geralmente sujeitas a um aumento anual da ordem de 5% a 10% e são pagas duas vezes ao ano, em Fevereiro e Junho.

      Por fim, a EPM. A escola, que não tem jardim de infância, tem propinas anuais estipuladas para o ensino básico geral diferentes conforme o ciclo. Assim, para o 1.º ciclo no valor de 35.450 patacas, para o 2.º ciclo é de 38.150 patacas e para o 3.º ciclo paga-se 42.500 patacas.

      A EPM, que foi criada com a finalidade de salvaguardar a língua e cultura portuguesas, ministra o ensino em língua portuguesa, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade, seguindo os currículos definidos pelo Ministério da Educação de Portugal, com as alterações necessárias ao seu ajustamento à legislação e realidade local.

      Contudo, todos estes valores aqui plasmados podem ser amenizados se os alunos forem portadores de Bilhete de Identidade de Residente. A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, que tutela o ensino e as escolas locais, atribui, anualmente, 20.970 patacas de subsídio aos alunos dos jardins de infância e 23.140 patacas ao ensino primário, do 1.º ao 6.º ano de escolaridade. A título meramente exemplificativo, com estas ajudas governamentais, uma propina anual de jardim de infância no TIS passa a ser de 79.030 patacas e na Escola das Nações será de 52.830 patacas. Já no ensino básico, uma prestação na nova escola Gerações pode ficar por 114.860 patacas e na EPM fica, por ano, a 12.310 patacas para o 1.º ciclo, 15.010 patacas para o 3.º ciclo e 17.020 para o 3.º ciclo.