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      Detido em actos violentos em Brasília diz que militares tentaram ajudar na fuga

      Um dos detidos por participar dos actos de violência em edifícios públicos da capital brasileira no domingo garantiu que alguns elementos das Forças Armadas brasileiras tentaram ajudá-los a fugir antes de serem presos, segundo os ‘media’ locais. O depoimento do apoiante de Jair Bolsonaro, um homem que chegou à capital brasileira vindo de Santa Catarina com outras 48 pessoas para “protestar contra a corrupção no país e a falta de transparência nos processos eleitorais”, conforme explicou, foi colhido pela polícia que interrogou centenas de detidos. O homem, que não foi identificado, destacou que nem pagou a passagem para ir a Brasília, mas que sua viagem foi paga “por meio de doações feitas pela população brasileira”, segundo informações do portal de notícias G1. Em relação ao ataque ao Palácio do Planalto, sede do Governo brasileiro, o invasor preso destacou que um comandante do Exército instou os presentes a “usarem uma saída de emergência” pouco antes da chegada de tropas da Polícia Militar ao local para efetuar as prisões. Nesse sentido, o suspeito esclareceu que este comandante interveio entre a tropa de choque e os manifestantes para que “o edifício não sofresse mais danos e ninguém ficasse ferido”. Além disso, o ‘bolsonarista’ explicou que ele e outros invasores se ajoelharam diante da chegada da polícia e pediram proteção ao Exército antes de cantar o hino nacional. As Forças Armadas, por sua vez, indicaram que, no momento, não há indícios que corroborem esta versão ou confirmem sua veracidade, nem foram “formalmente notificados”.

      A conivência de agentes de segurança tem sido investigada pelas autoridades locais. Treze funcionários da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal que estavam atuando no domingo, durante a invasão às sedes dos três poderes, em Brasília, e que foram nomeados pelo ex-secretário Anderson Torres, que está nos Estados Unidos e tem um mandado de prisão contra si, foram demitidos.  Nas redes sociais, o ministro da Justiça, Flávio Dino, informou que foram lavrados 1.261 autos de prisão e apreensão pela Polícia Federal, em trabalho ininterrupto depois do ataque a Brasília. Apoiantes do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro invadiram e vandalizaram no domingo as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, obrigando à intervenção policial para repor a ordem e suscitando a condenação da comunidade internacional. A Polícia Militar conseguiu recuperar o controlo das sedes dos três poderes, numa operação de que resultaram cerca de 1.500 detidos. A Polícia Federal brasileira informou que cerca de 600 pessoas presas acusadas de participarem dos atos antidemocráticos, na maioria idosos com mais de 65 anos, mulheres que têm filhos pequenos e pessoas com comorbidades graves, foram libertadas para responder em liberdade. A invasão começou depois de militantes da extrema-direita brasileira apoiantes do anterior presidente, derrotado por Lula da Silva nas eleições de outubro passado, terem convocado um protesto para a Esplanada dos Ministérios. Entretanto, o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afastou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por 90 dias, considerando que tanto o governador como o ex-secretário de Segurança e antigo ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres terão atuado com negligência e omissão.

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      Redacção do Ponto Final Macau