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      InícioCulturaCidade dos Arcebispos encerra comemorações centenárias de Maria Ondina Braga

      Cidade dos Arcebispos encerra comemorações centenárias de Maria Ondina Braga

      No próxima sexta-feira, dia 13 de Janeiro, terminam as comemorações do centenário da escritora bracarense que passou por Macau. O Município de Braga considera, no entanto, que “o trabalho de divulgação e promoção da obra de Maria Ondina Braga vai continuar a ser desenvolvido”. Ricardo Rio sublinhou que a escritora “é uma embaixadora de Braga e da língua portuguesa no mundo”.

      As comemorações do centenário do nascimento da escritora Maria Ondina Braga terminam esta sexta-feira, dia 13 de Janeiro, em Braga – cidade que a viu nascer – com um evento no Theatro Circo.

      “Eu Vim Para Ver a Terra: Viagens com Maria Ondina Braga” é o título do espectáculo performativo e interartístico que, através do diálogo entre a sua palavra, os sons do piano e de outros instrumentos musicais, de imagens e fotografias, o espectador é convidado a viajar por diferentes geografias, culturas, ambientes, vozes e sonoridades, acompanhando a escritora no seu percurso pelo mundo.

      Com entrada livre, o evento conta com direcção artística e voz de António Durães; Luís Pipa ao piano; a chinesa Lu Yanan no Guzheng, um instrumento tradicional chinês; uma performance visual de João Alexandrino; desenho de luz de Mariana Figueiroa e selecção de textos de Isabel Cristina Mateus e Cândido Oliveira Martins.

      Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, assumiu, em declarações ao Correio do Minho, que “o trabalho de divulgação e promoção da obra de Maria Ondina Braga vai continuar a ser desenvolvido”. “Maria Ondina Braga é uma embaixadora de Braga e da língua portuguesa no mundo, porque a sua obra continua a ser lida e estudada não só em Portugal, mas noutros países. A herança cultural e literária que nos deixou merece que continuemos este trabalho”, destacou o edil.

      No dia 13 de Janeiro de 2022 completaram-se 100 anos sobre a data de nascimento da escritora bracarense Maria Ondina Braga. Até 13 de Janeiro de 2023, decorreram múltiplas iniciativas, como exposições, lançamento das obras completas, espectáculos comemorativos e o lançamento do documentário, entre outras, em torno da activa promoção do conhecimento da sua vida e obra, em vários níveis de intervenção e tendo como alvo públicos diversificados.

      Maria Ondina Braga, cuja vida e obra tem recebido enlevo em diversas edições do Festival Literário de Macau, nasceu a 13 de Janeiro de 2022. Estudou línguas em Paris e Londres. Leccionou Inglês e Português em Luanda, Goa, Macau e Pequim, tendo vivido ainda em Lisboa. Publicou vinte obras literárias das quais destacamos, para além do “Nocturnos em Macau”, o qual arrecadou o Prémio Eça de Queirós em 1991, o “Amor e Morte”, que recebeu o Prémio Ricardo Malheiros em 1970, e “Vidas Vencidas”, que arrecadou o Grande Prémio de Literatura DST em 1998. Foi ainda argumentista e tradutora, tendo publicado diversos artigos na imprensa. Incluindo na sua bibliografia a poesia e as crónicas de viagem, Maria Ondina Braga afirmou-se como ficcionista, sendo considerada um dos grandes nomes femininos da narrativa portuguesa contemporânea. Morreu a 14 de Março de 2003.

       

      G.L.P.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau