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      InícioGrande China"Lobo guerreiro" deixa de ser porta-voz da diplomacia da China

      “Lobo guerreiro” deixa de ser porta-voz da diplomacia da China

      Um dos símbolos da diplomacia dura da China, Zhao Lijian, conhecido pelas suas diatribes contra os Estados Unidos e os seus aliados, deixou de ser porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), anunciou ontem o próprio ministério.

      Zhao Lijian, 50 anos, deixou de ser porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). Foi vice-director do departamento de informação e porta-voz do ministério, cargo que ocupava desde Fevereiro de 2020, depois de ter sido o “número dois” da embaixada da China em Islamabad.

      É agora vice-director do departamento de fronteiras e assuntos marítimos, um organismo do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) responsável pela demarcação de fronteiras, segundo o site’ do ministério, citado pela agência francesa AFP.

      Membro mais conhecido de um grupo de diplomatas que defendem a República Popular da China com veemência, conhecidos como “lobos guerreiros” numa referência a um filme de acção chinês, Zhao não deixava ninguém indiferente.

      Ou era admirado por muitos fãs na internet, que apreciavam o seu tom intransigente e mesmo beligerante em relação ao Ocidente, ou rejeitado pelos chineses que estavam preocupados com o seu impacto na imagem internacional do país.

      Além dos comentários frequentemente sarcásticos nas conferências de imprensa, Zhao foi sempre muito activo na rede social Twitter, com posições que por vezes causaram controvérsia entre os seus 1,9 milhões de seguidores.

      Em particular, sugeriu que atletas militares norte-americanos poderiam ter levado o vírus da covid-19 para a China quando participaram nos Jogos Mundiais Militares em Wuhan no final de 2019.

      “Quando começou o paciente zero nos EUA? Quantas pessoas estão infectadas? Quais são os nomes dos hospitais? Pode ter sido o exército americano que trouxe a epidemia para Wuhan. Sejam transparentes! Tornem públicos os vossos dados! Os Estados Unidos devem-nos uma explicação!”, escreveu Zhao em 12 de Março de 2020. A cidade de Wuhan, no centro da China, foi onde o vírus que gerou a pandemia foi identificado pela primeira vez, no final de 2019.

      Ainda no Twitter, em reacção a uma reportagem sobre o alegado envolvimento de soldados da Austrália em crimes de guerra no Afeganistão, provocou a indignação de Camberra ao publicar com a sua mensagem uma imagem falsa que identificou como sendo de um soldado australiano a degolar uma criança afegã.

      A saída de um porta-voz é normalmente anunciada pelo próprio perante os jornalistas, mas Zhao não participa nas conferências de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros desde o início de Dezembro.

      Não foram adiantados motivos para a mudança de funções de Zhao, cujo anúncio foi divulgado poucos dias após a nomeação do até agora embaixador em Washington, Qin Gang, como ministro dos Negócios Estrangeiros.

      Ao deixar as funções em Washington, em 2 de Janeiro, Qin, aliado do Presidente Xi Jinping, disse, no Twitter, que a sua prioridade como chefe da diplomacia é melhorar as relações entre a China e os Estados Unidos.

      Lusa

      ViaLusa
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      Redacção do Ponto Final Macau