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      InícioSociedadeDocentes da UPM tecem considerações sobre a internacionalização da instituição

      Docentes da UPM tecem considerações sobre a internacionalização da instituição

      Num estudo publicado no ano passado, duas docentes da Universidade Politécnica de Macau discorrem sobre o contexto, estratégias e desafios da internacionalização da instituição de ensino superior. O artigo em questão tem por base a comunicação apresentada pelas autoras na 11.ª Conferência FORGES - Fórum de Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa.

      A Universidade Politécnica de Macau (UPM) “actua num ambiente em que existem vantagens comparativas, no que se refere à língua e cultura portuguesas, que lhe dão acesso a uma abrangente rede de contactos”. Essa é uma das grandes oportunidades que a instituição de ensino superior tem, consideram as docentes da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Maria de Lurdes Escaleira e Manuela Rezende, no seu artigo académico “Internacionalização da Universidade Politécnica de Macau: Contexto, Estratégias e Desafios”, um documento que tem por base a comunicação apresentada pelas autoras na 11.ª Conferência FORGES – Fórum de Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa.

      As duas académicas consideram que essa vantagem permite “desenvolver importantes programas de ensino e aprendizagem que irão contribuir para a formação de quadros bilingues com competências para entrar no mercado alargado das relações entre a República Popular da China e os países de língua portuguesa” e, por isso, este é um dos factores que impulsiona a captação de estudantes dessas duas realidades.

      Ao longo da sua expansão internacional, a UPM “tem-se deparado com uma série de desafios e oportunidades, quer de natureza endógena quer exógena”. “A internacionalização tem proporcionado à instituição o reforço da sua multiculturalidade de forma extraordinária, através da mobilidade de docentes e discentes e da captação de estudantes internacionais”, apontam as docentes.

      No entanto, destacam, “não existe um modelo de internacionalização único que sirva todos, mas, tendo por base o contexto global, nacional, sectorial e institucional, os actores-chave devem estabelecer os seus nichos de actuação, com abordagens e fundamentos lógicos e claros”. “A UPM, tendo como ambição formar profissionais de alta qualidade com foco global e, neste âmbito, tem cooperado intensamente com várias universidades e instituições de renome, a nível nacional e internacional, e organizado programas de intercâmbio de estudo e de investigação. A sua internacionalização é um processo em constante evolução, e não um fenómeno estático, em que tem sido importante que as diversas partes interessadas, como o Governo, as instituições de ensino superior, as faculdades e os estudantes, o tenham compreendido de forma holística, definindo a sua visão e estratégia”, apontam.

      Nas suas considerações finais, Maria de Lurdes Escaleira e Manuela Rezende, destacam que o seu artigo académico permite “salientar que o processo de internacionalização da UPM se realiza num contexto muito específico tendo em atenção o papel de destaque da RAEM nas diversas iniciativas do Governo Central”. “A UPM está inserida num espaço socio-económico de elevado dinamismo, que tem oferecido um conjunto de oportunidades de grande valia para a instituição”, constatam, acrescentando que a iniciativa da Grande Baía “tem ganho um novo impulso com o projecto geral de construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”.

      Por último, notam ainda as académicas, “importa salientar que a UPM conta com múltiplos espaços de desenvolvimento, nomeadamente no que se refere à oferta de cursos de mestrado e doutoramento, que possibilitam consolidar o seu papel como universidade pública que privilegia o conhecimento aplicado, com um ensino multidisciplinar avançado na região Ásia-Pacífico”.