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      Pessoal médico recebeu 16 infectados por hora nos postos comunitários durante o pico epidémico

      Com as grandes filas de doentes nos postos de consulta externa comunitária durante a época de pico das infecções por Covid-19 em Macau, os profissionais médicos tinham de atender, por hora, até 16 pacientes. Tanto a Federação de Médico e Saúde de Macau como o Governo assinalaram que 149 funcionários médicos do sector privado participam nos trabalhos dos postos nas últimas três semanas, tendo servido 40 mil residentes.

      Durante o período de pico do surto de Covid-19 no território, que segundo as autoridades terá passado ainda antes do Natal, os profissionais médicos que trabalham nos postos de consulta externa comunitária para infectados atenderam até 16 pacientes por hora, revelou o presidente da Federação de Médico e Saúde de Macau, Chan Iek Lap. Feitas as contas, cada consulta externa por doente era feita em menos de quatro minutos.

      Em declarações à Rádio Macau em língua chinesa, Chan Iek Lap avançou que 149 profissionais médicos do sector privado estão a prestar serviço nos postos, incluindo 77 médicos de medicina ocidental, 36 praticantes de medicina tradicional chinesa, 32 farmacêuticos e quatro enfermeiros.

      “A situação da operação é diferente para cada posto de consulta externa na comunidade. Em circunstâncias normais, os médicos atendem de oito a dez pacientes em uma hora. Mas em época de pico da epidemia, os médicos atenderam 16 doentes por hora”, adiantou.

      O também deputado à Assembleia Legislativa sublinhou ainda que havia “desafios” na organização dos recursos humanos nos postos durante o pico da epidemia nos dias 23 e 24 do mês passado, sendo que grande parte dos funcionários da linha de frente estavam infectados.

      “No entanto, o pessoal mostrou o espírito de solidariedade, mesmo que não estivessem recuperados totalmente, após a febre voltaram ao trabalho para assegurar o funcionamento dos postos”, destacou.

      Recorde-se que o Governo anunciou a criação de três postos comunitários de consulta externa em meados do mês passado, quando Macau “entrou no período de transição” da pandemia. Com a evolução do surto, foram houve um aumento para 17 postos, de modo a desviar o fluxo de doentes com baixa necessidade de tratamento e aliviar a pressão dos serviços de urgência dos hospitais.

      Luís Gomes, chefe do Departamento do Ensino Não Superior da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) avançou ontem que os postos já serviram 40 mil residentes durante três semanas.

      O responsável salientou que o número dos utentes dos postos está a diminuir nos últimos dias. O número diário de pacientes que recorreram ao tratamento durante o pico epidémico foi de 3.800 pessoas, tendo sido reduzido para dezenas de utentes por dia, recentemente.

      As autoridades, contudo, pretendem para já manter a escala actual dos postos comunitários, bem como das consultas por meio de telefone. Ademais, em resposta ao recomeço das aulas nas escolas na próxima semana, os Serviços de Saúde prevêem que a maioria dos infectados num futuro breve sejam menores, pelo que vão aumentar a disponibilização de medicamentos para crianças.

       

      Aprovada importação de medicamentos orais para a Covid-19

      O Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) aprovou a importação de dois tipos de medicamentos orais para o tratamento da Covid-19 para uso exclusivo dos Serviços de Saúde, que são o Paxlovid Tablet, produzido pela empresa farmacêutica Pfizer, e o Lagevrio Capsule, da Merk Sharp & Dohme. O presidente do ISAF, Choi Peng Cheong, indicou: “Como esses medicamentos têm contraindicações e precauções, precisam de ser prescritos por médico após diagnóstico. Actualmente, as farmácias são proibidas de fornecer os medicamentos relevantes”.