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      Ex-ministro do Turismo do Brasil diz que China “teve coragem” para apostar em Macau

      Numa das entrevistas que Vinicius Lummertz deu no final do ano, o também ex-Secretário Estadual de Turismo de São Paulo – substituído este domingo por Roberto de Lucena –, considerou que o Brasil “precisa vencer preconceito”, considerando que a RAEM tem “uma das melhores estruturas de jogo do mundo”.

      Vinicius Lummertz, ex-ministro do Turismo do Brasil e ex-Secretário Estadual de Turismo de São Paulo, afirmou recentemente, numa das muitas entrevistas que deu em final de mandato, no mês de Dezembro, que “a regulamentação dos casinos integrados a resorts pode ser uma excelente alternativa para impulsionar o sector no Brasil”.

      O antigo governante, este domingo substituído na pasta de Secretário Estadual de Turismo de São Paulo por Roberto de Lucena, afirmou que “a China teve coragem e não medo para criar em Macau umas das melhores estruturas de jogo do mundo”. “O que precisa ser combatido é o jogo ilegal, a evasão de recursos do jogo online que se propõe taxar, e outros jogos não regulamentados. Vejam que mesmo a China considera os casinos fundamentais para a sua estratégia de turismo, razão pela qual incentiva uma das melhores estruturas do mundo, em Macau. Assim, os que jogam legalmente  e jogam no próprio país. Ou seja, eles não tiveram medo, e sim coragem”, referiu à revista Economy & Law.

      Exemplifica Lummertz que não se tem feito mais no sector do jogo por puro “preconceito”. “O país tem uma resistência em instalar hotéis dentro de parques nacionais, que em inúmeros países ao redor do mundo é uma prática corriqueira, mas que no Brasil é um verdadeiro tabu, já que em território tupiniquim, poucos são os locais onde isso ocorre”.

      O ex-governante não compreende a demora no processo de uma possível regulamentação de casinos no país, já que, defende, a proposta “tem capacidade de trazer diversos benefícios o Brasil, mas ainda a medida é vista como algo polémico”. “Apesar da minha resposta afirmativa – e com a ressalva de que isso não significa que não devamos tratar da questão com a cautela e os cuidados necessários – coloquei mais uma vez que o Brasil é um país pleno em preconceitos em relação ao turismo, que precisam ser superados”, referiu na mesma entrevista

      O que anda a ser discutido pelo Congresso Nacional, enfatiza Lummertz, “é bastante equilibrado”. Se em Macau o limite se faz por mesas de jogo, o que a discussão no Brasil prevê é que os casinos “só poderão funcionar em resorts integrados, não podem ocupar um espaço superior a 10% da área total do empreendimento”.

      Lummertz acredita ainda que, levando em consideração o potencial que o Brasil possui em parques naturais e hotéis de luxo, associando isso com os casinos, “é possível o país ter um produto excepcional, tanto para os turistas brasileiros como os vindos exterior”. “Mas para tal, é necessário que o segmento abandone os seus preconceitos, realize investimentos e se desenvolva, junto com acções do Governo e em parceria com a iniciativa privada. Já que só dessa maneira, o turismo no Brasil se desenvolverá e incentivará os brasileiros a conhecer e viajar pelo seu próprio país”, notou ainda.