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      InícioGrande ChinaGoverno de Macau abordou em Pequim "impactos severos" da pandemia na economia...

      Governo de Macau abordou em Pequim “impactos severos” da pandemia na economia local

      Pequim está contente com o “pragmatismo” do Governo liderado por Ho Iat Seng, principalmente nos trabalhos realizados na alteração da lei da salvaguarda da segurança nacional, a revisão da lei do jogo, o lançamento do novo concurso público para as licenças de jogo e a construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

      Ho Iat Seng, que se reuniu dias antes do Natal com o Presidente chinês, Xi Jinping, apontou que a economia do território está a enfrentar “uma pressão significativa sem precedentes”, na sequência da pandemia, de acordo com um comunicado do Governo.

      Ho deslocou-se à capital chinesa para fazer um balanço do trabalho do Governo e da situação actual do território. “O Chefe do Executivo referiu que a volatilidade da pandemia provocou impactos severos na economia de Macau, na vida e no emprego da sua população, e a macroeconomia de Macau está a enfrentar uma pressão significativa sem precedentes”, pode ler-se no mesmo comunicado.

      Perante “uma conjuntura complexa e severa”, indicou ainda Ho Iat Seng, a administração “tomou medidas imediatas para conter a propagação da epidemia, atenuar a queda da economia e aliviar as dificuldades da população”.

      Macau, que à semelhança da China continental seguia a política de ‘zero Covid’, apostando em testagens em massa, confinamentos de zonas de risco e quarentenas, também anunciou este mês o alívio das medidas de prevenção e contenção.

      A economia do território, fortemente dependente do sector do jogo e do turismo, ressentiu-se com as rigorosas regras impostas nos últimos anos. “Sob o forte apoio do Governo Central e das diversas províncias e cidades da China continental, a economia de Macau começou a recuperar, de forma sucessiva e ordenada, atingindo novos progressos em diversas actividades”, realçou ainda Ho, agradecendo “a atenção, orientação e o apoio do Presidente Xi ao desenvolvimento da RAEM”. Para o futuro, Macau vai “seguir plenamente o espírito do 20.º Congresso” do Partido Comunista da China, revelou ainda o líder da região.

      Xi Jinping, por sua vez, disse na reunião, realizada no Pavilhão Yingtai, em Zhongnanhai, sede do Governo chinês, que Ho tem levado a cabo a governação do território “de forma pragmática”, promovendo a alteração da lei da salvaguarda da segurança nacional, a revisão da lei do jogo, o lançamento do novo concurso público para as licenças de jogo e a construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. “O Governo Central insistirá na plena prossecução, de forma precisa e inabalável, do [princípio] ‘um país, dois sistemas’, apoiando a RAEM no desenvolvimento das suas vantagens e características, no sentido de criar uma nova conjuntura da implementação do princípio ‘um país, dois sistemas’ com características próprias de Macau, e de contribuir ainda mais para a criação de um país socialista forte e moderno”, referiu ainda a nota.

       

      LI KEQIANG JÁ TINHA DADO O MOTE

      No dia anterior, num encontro com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, o líder do Executivo de Macau prometeu implementar “o princípio fundamental” ‘Macau, governado por patriotas’, por forma a “salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses do desenvolvimento nacional”.

      Por seu turno, Li Keqiang disse esperar que a administração de Ho possa “orientar os cidadãos de Macau na progressão”, para que assim “ultrapassem os obstáculos, integrem melhor a grande conjuntura de desenvolvimento nacional, promovam activamente a construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin, impulsionem o desenvolvimento diversificado e adequado da economia, para atingir novos e melhores resultados”.

      O líder da RAEM referiu também que o elenco do Governo da RAEM “tem cumprido e executado, de forma activa e com seriedade, as orientações traçadas pelo primeiro-ministro, na missão oficial do ano passado”.