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      InícioSociedadeAutoridades instam fornecedores a reabastecer farmácias e prometem agilizar procedimentos

      Autoridades instam fornecedores a reabastecer farmácias e prometem agilizar procedimentos

      Ao mesmo tempo, o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica garantiu ao PONTO FINAL que “irá fazer o seu melhor para oferecer maior conveniência ao sector, e destacar recursos humanos, conforme necessário, para acelerar a aprovação de importação e o desalfandegamento dos medicamentos e materiais antiepidémicos”, mantendo os preços estáveis.

      Depois da reportagem publicada pelo PONTO FINAL no dia 16 de Dezembro intitulada “É quase impossível comprar paracetamol, máscaras KN95 e testes de antigénio”, pouco mudou. Contudo, em declarações ao nosso jornal o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) revelou que já exigiu a fornecedores de medicamentos e às associações comerciais de Macau que negociassem com as farmácias “para aumentar a importação, agilizar a logística e acelerar o reabastecimento às farmácias para satisfazer as necessidades dos residentes, devendo, ao mesmo tempo, manter os preços estáveis, enquanto as farmácias devem cumprir com a exigência de limitar a quantidade de compras”.

      O organismo constatou que ocorreu “um súbito aumento da procura de medicamentos e materiais antiepidémicos no mercado” e, com o intuito de garantir o fornecimento, realizou recentemente várias reuniões com a indústria farmacêutica. “Os fornecedores afirmaram terem vindo a adquirir activamente, de diferentes países e regiões, medicamentos como analgésicos, antipiréticos, antigripais compostos, pastilhas de garganta, bem como máscaras KN95 e kits de teste rápido de antigénio, agilizando a logística para assegurar, com todos os esforços, o fornecimento dos produtos relevantes para o mercado de Macau”, avançou o ISAF garantindo ao PONTO FINAL que “irá fazer o seu melhor para oferecer maior conveniência ao sector, e destacar recursos humanos, conforme necessário, para acelerar a aprovação de importação e o desalfandegamento dos medicamentos e materiais antiepidémicos”.

      O PONTO FINAL havia constatado ‘in loco’ que em diversas farmácias do território e noutras lojas como a Mannings ou a Watson’s fármacos como paracetamol, ibuprofeno, mas também mucolíticos como o Fluimucil ou o Mucosolvan, estavam esgotados na maioria dos locais. O mesmo acontece com as máscaras KN95 e com testes de antigénio.

      O ISAF recordou ainda, na resposta ao nosso jornal, que o Governo da RAEM “tem distribuído aos residentes de Macau o kit de apoio ao combate à epidemia, que inclui antipiréticos e analgésicos”. De igual modo, acrescenta, “em caso de febre ou dor relativamente prolongada, sugere-se que os residentes façam consultas nas clínicas comunitárias para obter tratamento por medicação apropriada”. “As medidas acima referidas podem assegurar que os residentes de Macau obtenham os medicamentos necessários para uso próprio”, notou o organismo público que regula a indústria farmacêutica no território.

      Os casos de infecção por SARS-CoV-2 no território têm aumentado de forma exponencial nos últimos dias, depois de o Governo local ter assumido o abandono da política “Covid zero” em consonância com o que se passa no resto do país. Tal como em 2020 – com bens de primeira necessidade –, também agora a população se mostra desesperada para obter o maior número de máscaras – se possível KN95 –, mas também dos principais tipos de fármacos que ajudam a debelar a febre ou as dores de garganta, como paracetamol ou ibuprofeno, entre outros. Alguns xaropes para a tosse e para os brônquios, bem como mucolíticos também começam a escassear. Os testes de ácido nucleico, esses, estão, gradualmente, a dar espaço ao ressurgimento, quase exclusivo, de testes de antigénio e também por isso, torna-se difícil encontrar a tecnologia na maioria das farmácias da cidade.

      Entretanto, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus anunciou que, será lançado a terceira ronda de fornecimento de reagentes para os autotestes rápidos de antigénio aos residentes de Macau a partir de hoje, sendo que a duração do programa será de 14 dias até 5 de Janeiro. Desta vez, durante o período, cada pessoa pode comprar dez conjuntos de reagentes para os autotestes rápidos de antigénio com um custo de quarenta patacas. As autoridades garantiram ainda que o número de reagentes para os autotestes rápidos de antigénio disponíveis “é suficiente dar cobertura a todas as necessidades da população durante a vigência do programa”.