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      InícioCulturaAbertura desejada dá machadada à época natalícia

      Abertura desejada dá machadada à época natalícia

      Ruas vazias, lojas e restaurantes fechados. Por esta altura, noutro ano qualquer, Macau fervilhava com pessoas nas ruas e o comércio não tinha mãos a medir para a demanda. Hoje, após a China ter desistido da política de Covid Zero, uma grande parte da população de Macau está infectada com SARS-CoV-2 ou encontra-se a recuperar da Covid-19.

      Numa breve incursão pelo centro da cidade, pode ter-se não só a noção de que o SARS-CoV-2 circula lado a lado connosco, mas também como o Natal deste ano está a ser severamente afectado com a abertura que todos nós desejávamos.

      Os dados de infectados divulgados, diariamente, pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus revelam números que pecam por defeito, uma vez que as autoridades só consideram os casos que demonstrem sintomas ou doença grave. Não há estatísticas que mostrem quantos são, de facto, os infectados, até porque a maioria é assintomática ou sofre de sintomas leves, considerados normais e comuns a outras tantas enfermidades como uma constipação, uma gripe ou uma gastroenterite.

      As pessoas circulam a medo pelas ruas. Neste momento, não se vê alma sem máscara na cara. Apesar de ser uma altura festiva em Macau e muitos terem aproveitado a abertura para se deslocarem ao exterior, há muitos comércios, como restaurantes ou lojas a retalho, que estão de portas fechadas. Em condições consideradas normais, comparando com outros anos, inclusive já sob o signo da pandemia de Covid-19, esta é uma altura de fazer negócio.

      “Estamos encerrados nos próximos dias por falta de pessoal”, pode ler-se na porta de um estabelecimento. Noutro, um restaurante português, informa que “hoje [ontem] encontramo-nos encerrados ao almoço e ao jantar”. Já havia encerrado portas no dia anterior. Outros há que nem informam as razões pelas quais estão com as portas fechadas.

      O centro da cidade está, como sempre, engalanado para celebrar a data festiva, mas são poucos os que param para tirar uma fotografia ou a já afamada selfie. A esplanada situada no Largo do Senado, reaberta, entretanto, depois de algumas remodelações realizadas pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), encontra-se às moscas. Ninguém arrisca, é certo. Muitos desejam que esta onda passe e que o pico de infecções chegue o mais rápido possível. As autoridades sanitárias, na posse de mais informação do que o simples transeunte, já revelaram que deve chegar nas primeiras semanas de Janeiro.

      Pequim anunciou esta semana que, a partir de 3 de Janeiro, passará a usar a fórmula 0+3 para quem chega de fora, o que significa que, se Macau continuar a seguir as políticas do país, no início do próximo ano podemos esperar mais relaxamentos nas restrições anti-pandémicas que assolam o território há quase três anos. Até lá, é ter paciência e esperar. O centro de Macau continuará, certamente, engalanado até ao Dia de Reis. Aproveite, se puder.