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      InícioCulturaInstituto Cultural promete estudar melhor o aproveitamento de produtos museológicos

      Instituto Cultural promete estudar melhor o aproveitamento de produtos museológicos

      Para isso, vai apostar muito mais em plataformas diversificadas para a venda desse tipo de produtos. Ao mesmo tempo, garantiu a presidente do instituto em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ngan Iek Hang, o “Governo da RAEM irá continuar a fortificar a digitalização no sentido de corresponder ao ritmo de avanço dos tempos, lançando mais actividades culturais e museológicas que integrem elementos criativos e ciência e tecnologia”.

      O Instituto Cultural (IC) garantiu que o caminho para a promoção dos museus e produtos museológicos passa por uma aposta clara “em instalações de software e hardware dos espaços culturais e museológicos”, por forma em “aproveitar os recursos existentes dos mesmos, juntar-se aos programas das excursões artísticas em bairros comunitários, tirar proveito dos elementos do drama, reforçar as funções integrantes online e offline e revitalizar os recursos culturais”.

      A garantia foi dada pela presidente do IC, Leong Wai Man, em resposta a uma interpelação escrita apresentada pelo deputado à Assembleia Legislativa (AL) Ngan Iek Hang que pediu ao Executivo uma maior “aplicação inovadora dos recursos dos museus”, considerando que “um museu é uma janela importante para mostrar a história e a cultura de uma região”.

      Ngan Iek Hang sublinhou que “um museu é uma janela importante para mostrar a história e a cultura de uma região” e, por isso, considerou, é preciso que as autoridades apostem mais na divulgação de algumas instalações, devido ao pouco conhecimento por parte das pessoas e à insuficiência dos produtos culturais e criativos. Uma das suas sugestões, na interpelação que fez ao Governo, passa por “considerar abrir lojas nas plataformas de comércio electrónico do continente para a venda de produtos culturais e criativos, de modo a alargar o renome dos museus de Macau, aumentando, assim, as suas receitas e contribuindo para o seu funcionamento”.

      Leong Wai Man revelou que, ao longo dos últimos anos, o IC tem procurado optimizar os recursos que existem “a fim de proporcionar ao público experiências de visita diversificadas”. “Desde 2020, temos vindo a lançar, gradualmente, itinerários de visitas culturais temáticas guiadas sob temas vários, interligando os museus e pontos pitorescos históricos e culturais nas suas redondezas. Eventos de viagens culturais nas ilhas têm sido promovidos continuamente, no sentido de aprofundar os conhecimentos da população sobre a história e a cultura de Macau”, lembrou.

      A mesma responsável referiu ainda que, já em 2022, o Museu de Macau lançou a actividade “Escapa do Espaço Misterioso do Museu”, “do tipo quebra-cabeças in loco, na qual alunos de estabelecimentos de ensino secundário são convidados a participar, aproveitando os respectivos roteiros e quebra-cabeças desafiadores para pesquisarem e encontrarem os resultados, percorrendo, para o efeito, as zonas de exposição do museu, e concretizando assim uma aprendizagem experiencial imersiva”. “Actualmente, está-se a optimizar o programa desta actividade a fim da mesma ser oportunamente relançada. O IC organiza ainda, anualmente, juntamente com museus de diversas áreas, o Carnaval do Dia Internacional  dos Museus de Macau”, acrescentou a responsável do IC.

      O IC também estará atento ao advento das novas tecnologias. Juntamente com a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) ampliou também a visita guiada de realidade aumentada no Museu do Grande Prémio de Macau, “permitindo aos visitantes compreenderem a cultura do evento através de tecnologia inovadora”. “Além disso, foi adicionado um simulador de Fórmula 3 desde Outubro do corrente ano, tendo sido restaurada a cabine de pilotagem, criando-se assim uma experiência de jogo mais realista para os visitantes”, lembrou Leong Wai Man.

      Na exploração  e utilização  dos  elementos  museológicos dos museus, “o IC  lançou, nos  anos  de  2021 e 2022, um  total de 36  modelos de produtos culturais e museológicos, designadamente: marcadores de livros, pastas, porta-copos, fita de papel, lenços, máscaras, guarda-sóis e cartões postais pop-up, assim como produziu lembranças  da  cultura criativa para exposições específicas”. “O IC irá estudar melhor o aproveitamento de muito mais  plataformas diversificadas para a venda de produtos respeitantes e, no futuro, o Governo da RAEM irá continuar a fortificar a digitalização no sentido de corresponder ao ritmo de avanço dos tempos, lançando mais actividades culturais e museológicas que integrem elementos criativos e ciência e tecnologia, a fim  de enriquecer  os conteúdos de visita dos museus, exibir melhor  o encanto  cultural  de Macau através do programa plural ‘turismo +’, contribuindo para a implementação da base de intercâmbio e cooperação cultural onde se verifica a coexistência multicultural, tendo a cultura chinesa como predominante”, notou a presidente do IC.