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      Edvirges Salgado vence segunda edição do Prémio A-Má

      O prémio, promovido pela Fundação Casa de Macau, admite trabalhos literários como contos, crónicas, poemas ou textos dramáticos, procurando agraciar quem melhor produz trabalhos sobre Macau ou sobre a cultura macaense, sob qualquer perspectiva ou interpretação do autor.

      A brasileira Edvirges Salgado é a grande vencedora da segunda edição do Prémio A-Má, promovido pela Fundação Casa de Macau com o trabalho “Enigma da Primeira Lua”. A cerimónia de entrega dos prémios ocorreu na passada sexta-feira, dia 16 de Dezembro, pelas 17h (hora de Portugal) em formato híbrido, na sede da fundação, na zona do Príncipe Real, em Lisboa. “Sem palavras para descrever este meu momento. Gratidão!”, escreveu a autora no seu Facebook.

      Para além da autora vencedora, o júri decidiu atribuir dois segundos lugares, em ex-aqueo, ao jornalista da RTP João Botas com o trabalho “Macau Sempre” e ao médico dos Serviços de Saúde de Macau Shee Va com “Tomásia”.

      O júri decidiu ainda atribuir menções honrosas a cinco trabalhos apresentados a concurso. O poeta António MR Martins arrecadou uma menção honrosa com “No outro lado do mundo”. A jornalista e professora Fátima Almeida também recebeu uma menção honrosa com o texto “Summer’s Ghost”. Outras menções foram ainda atribuídas a João Oliveira com “Divera Saiám”, Hugo Fonseca com “O meu Outono em Macau” e António Lemos Ferreira com “De Macau a Moçambique”.

      A Fundação Casa de Macau criou o Prémio A-Má que visa “incentivar e premiar o talento e a criatividade no âmbito da divulgação e da valorização da identidade macaense, em particular na sua expressão literária”. Cada candidato apenas pôde submeter a concurso um trabalho inédito. O regulamento do concurso, criado em 2021, considera admitidos a concurso contos, crónicas, poemas e textos dramáticos, cuja temática seja sobre Macau ou sobre a cultura macaense, “sob qualquer perspectiva ou interpretação do autor”. As candidaturas decorreram até 15 de Setembro.

      O primeiro classificado recebe 500 euros (cerca de 4.300 patacas). Para quem fica na segunda posição, o prémio será de 200 euros (cerca de 1.700 patacas). Todos os participantes admitidos a concurso receberão um diploma autenticado de participação.

      Recorde-se que, na sua primeira edição, o júri pôde avaliar 16 trabalhos e acabou por deliberar a atribuição de dois primeiros prémios ex-aqueo e também dois segundos prémios, para além de quatro menções honrosas. Caroline Pires Ting, académica residente no Rio de Janeiro, e Ana Cristina Alves, professora universitária e coordenadora de actividades educativas do Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) foram as grandes vencedoras do prémio com os trabalhos “Resonances between T’ao Yuan-Ming (365-427) and Camilo Pessanha (1867-1926): The Paradise as utopic escape” e “Delírios de A-Má”, respectivamente. A ex-jornalista Fátima Almeida, actual professora universitária em Macau, e Maria Helena do Carmo, autora de vários romances históricos e estudos sobre Macau, foram agraciadas com os segundos prémios com “When I first heard Kun Iam’s voice” e “Flor de Lótus”.

      As quatro menções honrosas foram atribuídas a Casper Ka Yin Chan pelo trabalho “Dóci Papiaçám – The Macanese Patuá, its Hybridity and its Implication”, a Maria Teresa Ximenez de Sandoval Teles por “Uma pincelada a sépia”, a António Lemos Ferreira por “MIM – Memórias da Infância em Macau” e a Aureliano da Rosa Barata pelo trabalho “Considerações sobre a identidade macaense e a sua literatura”.

      O Prémio A-Má conta com o apoio do Observatório da China, da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP e da Casa de Macau de Portugal.