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      Início Economia Macau com capacidade para ser um importante centro de investimento

      Macau com capacidade para ser um importante centro de investimento

      A ideia foi transmitida pelo director de Marketing da Chongwa (Macau) Financial Asset Exchange durante um evento organizado pela Câmara de Comércio França-Macau. Carlos Fan notou ainda que, desde 2018, “há um interesse declarado” em Macau no mercado obrigacionista. Macau representa 60,18% dos investidores no mercado obrigacionista do território, seguindo-se Hong Kong, capital oriundo da China continental e, claro, investidores de Taiwan, Coreia do Sul, Austrália, Brasil, Singapura e Japão.

      A RAEM tem tudo para dar certo em matéria de mercado de obrigações, considera o director de Marketing da Chongwa (Macau) Financial Asset Exchange (MOX). Num evento organizado pela Câmara de Comércio França-Macau que teve lugar ontem de manhã no Sofitel, na península de Macau, subordinado ao tema “Exploração e inovação no mercado obrigacionista de Macau”, Carlos Fan defendeu que, dentro daquilo que é a diversificação da economia local em marcha, “o estabelecimento do mercado obrigacionista é um dos acontecimentos mais importantes em curso, com atractivas oportunidades de investimento”.

      E se Macau tem capacidade para ser um importante centro de investimento, “nomeadamente na área da Grande Baía e, também no sudeste da China” isso deve-se ao estabelecimento do MOX que “está a actuar como o próximo local de listagem de títulos e a promover activamente o desenvolvimento do mercado obrigacionista” no território.

      Dados revelam que, entre 2018 e 2021, o mercado de obrigações na RAEM cresceu muito, tendo, anualmente, aumentado três vez em relação ao ano anterior, sendo que, actualmente, já movimenta mais de 350 mil milhões de patacas. “As próprias concessionárias de jogo já emitiram obrigações em Macau”, enfatizou Carlos Fan.

      O orador também revelou alguns dados actuais sobre o mercado de obrigações. Para a moeda de denominação de títulos, o mercado de Macau inclui as moedas de títulos mais comuns como o dólar norte-americano, dólar de Hong Kong, yuan e euro, com uma moeda a mais – a pataca – do que o mercado internacional.

      Já do ponto de vista do prazo de vencimento, “a maior proporção de títulos no mercado de Macau é de um a três anos, seguido de três a cinco anos”, explicou Carlos Fan que acrescentou ainda que, por região, Macau representa 60,18% dos investidores no mercado obrigacionista do território, seguindo-se Hong Kong, capital oriundo da China continental e, claro, investidores de Taiwan, Coreia do Sul, Austrália, Brasil, Singapura e Japão.

      Recorde-se que, depois da criação da MOX, em 2018, foi criada, em Dezembro do ano passado, a Central de Depósitos de Valores Imobiliários (CSDM, na sigla inglesa) que constitui mais um elo fundamental no encerramento do círculo de todas as condições jurídicas e institucionais para garantir o adequado funcionamento deste segmento do mercado financeiro de Macau. Trata-se de uma “infra-estrutura financeira fundamental indispensável para os mercados internacionais maduros de obrigações, acrescendo que a CSDM é uma fonte nova de impulso para o sector do mercado financeiro moderno e a diversificação adequada da economia”, afirmou, na altura, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong.

      O mercado obrigacionista de Macau abrange, principalmente, a emissão de obrigações estatais, obrigações de governos locais e obrigações de sociedades participadas pelo Estado. Já este ano, em Setembro, o mercado de obrigações atingiu novo patamar com emissão de dívida do Estado no valor de três mil milhões de yuan, considerou, também o mesmo governante, que acrescentou que o mercado obrigacionista de Macau está “em expansão constante”.